Mostrando postagens com marcador Entrevistas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Entrevistas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Entrevista à repórter Glenn Paskin, da agência Intercontinental Press

Entrevista à International Press, em 18 de agosto de 1992.

Aos 33 anos, ele desmaia mas não cai do trono. Apesar dos shows cancelados, sua atual turnê pela Europa continua sendo um grande acontecimento. Como os tempos parecem exigir, MJ dedica parte dos lucros à Fundação Heal the World, empresa beneficente através da qual o cantor ajuda as criancinhas do mundo. Seu mais recente lançamento no exterior é "Dancing The Dream" (Dançando o Sonho), livro de 150 páginas que inclui poemas, reflexões e fotografias de crianças e animais em extinção - "a expressão verbal do que digo através da música e da dança", traduz Michael. "Dangerous", o novo disco, pode não estar indo tão bem quanto os anteriores "Thriller" e "Bad", mas já ultrapassou a marca das 14 milhões de cópias no planeta.
Sempre cercado por mega-esquemas de segurança e produção, o cantor raramente fala à imprensa. A entrevista abaixo foi concedida por fax à repórter Glenn Paskin, da agência Intercontinental Press, pouco depois de uma apresentação em Munique, na Alemanha. De sua suíte no hotel, ele contou, entre um clichê e outro, um pouco sobre sua low life de pop star. Dias atrás, em Cardiff, no País de Gales, desmaiou em cena três vezes, assustando os 55 mil espectadores. Levado às pressas para Londres, em um comboio de oito limusines, teve um princípio de estafa diagnosticado e cancelou algumas das datas da excursão. Ele já se submeteu a seis cirurgias plásticas no rosto e está processando um jornal inglês que informou que ele estava "deformado". Aos nove anos, ele parou de apanhar do pai - que costumava lhe dar surras de tirar sangue - quando ameaçou deixar de cantar. Agora, precisa aprender um jeito de escapar do show business.



Glenn - Em seu livro "Dançando o Sonho", você chama a atenção para as crianças da Etiópia, gaivotas morrendo no óleo que a guerra fez vazar, soldados adolescentes... Você acha que as pessoas estão insensíveis a essas coisas?

Michael - Não creio. No mundo todo, estamos vendo um ressurgimento dos valores humanos básicos e da preocupação com a sacralidade de toda a vida do nosso planeta.
Glenn - Seu livro dá a impressão de que você vê a si mesmo como um filósofo. Isso é verdade?

Michael - Não. Tenho um objetivo, como todo mundo na Terra. Descobrir esse objetivo e viver para expressá-lo é acender a chama do divino dentro de nós.
Glenn - Os poemas e ensaios do livro vêm de um diário pessoal?

Michael - Não tenho diário. As idéias aparecem e são incubadas na minha cabeça.
Glenn - A solidão deixa você triste?

Michael - Sei viver a solidão. Ela pode ser uma experiência árdua, mas também significa amor e consciência a respeito de tudo na vida.
Glenn - Você constantemente fala em Deus e em espiritualidade, e foi criado como Testemunha de Jeová. Hoje você se considera uma pessoa religiosa?

Michael - Não me considero religioso no sentido de me submeter a dogmas específicos. Diria que sou espiritual. Acredito que há uma área da consciência onde podemos vivenciar nossa universalidade. Leio todo tipo de livros religiosos e acredito que há verdade em todos eles.

Glenn - Você se sente aprisionado pela fama?
Michael - Sim, a fama pode ser aprisionadora. Mas a melhor parte de ser Michael Jackson é saber que você pode interagir com milhões de pessoas. E nessa interação, sempre se troca algo.

Glenn - E o que é esse algo?

Michael - Amor. É animador. É mágico.

Glenn - Como você se sente quando está dançando no palco?

Michael - Eu danço para expressar minha bênção. Não faço muito esforço praticando, sinto a dança dançando por si mesma através de mim. Sou um instrumento para a expressão do êxtase.

Glenn - O que você come? Como se exercita?

Michael - Minha vida não é cheia de preocupações com dietas especiais ou exercícios diários. Me divirto com meus amigos ou sozinho. Gosto de ver filmes, ler livros, dançar - e, às vezes, gosto de não fazer nada.

Glenn - Depois da cena da pantera no clipe "Black Or White", foi especulado se você estaria dando vazão a enormes sentimentos de raiva...

Michael - Raiva é o primeiro passo para uma tomada de consciência. Se não sentimos raiva por algumas das iniqüidades e injustiças de nossa sociedade, não há esperança para a transformação.

Glenn - Seus vídeos são sempre superproduções. Você gostaria de participar de um longa-metragem?
Michael - Vou produzir e dirigir muitos filmes, filmes que tragam a mágica da vida, divertindo e fazendo as pessoas pensar.
Glenn - Quando você está compondo, a letra vem antes ou depois da música?

Michael - Primeiro escuto a música e sinto a dança. Depois, a letra vem espontaneamente.

Glenn - No livro, você escreveu que muitas crianças têm sua infância roubada. Como uma estrela-mirim, você se sentiu assim?

Michael - Certamente não tive uma infância comum, mas a mágica estava sempre lá.

Glenn - Você pensa em se casar algum dia?

Michael - Minha vida é o presente. E a graça da vida é pisar no desconhecido a cada manhã. Espero ansioso pelo futuro, traga ele o que trouxer.

Créditos :: Forum Neverland

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Entrevista com Tom Mesereau (1º de maio de 2011)



Tom Mesereau não tinha certeza se queria ser um advogado, na verdade, sua primeira escolha profissional foi o jornalismo. Mas depois de tomar um conselho de seu pai, Tom graduou-se pela Universidade de Harvard (cum laude), com especialização em Relações Internacionais, recebeu Mestrado em Ciências pela The London School of Economics e se formou na The University of California’s Hastings College of Law.
Ele primeiro ganhou a atenção nacional em audiência preliminar no caso de assassinato de Robert Blake, que foi amplamente televisionada, e tornou-se conhecido internacionalmente pela absolvição de Michael Jackson em um caso visto por muitos como impossível de vencer.
Em apenas um ano, Tom Mesereau obteve sete absolvições e dois júris pendurados. Agora ele é considerado como um dos melhores advogados de julgamento no país e destinatário de muitos prêmios e honrarias de serviço público.
Mas há um outro lado de Tom que ele vê como, talvez, sua maior realização em uma carreira longa e distinta, e que é seu trabalho humanitário e de caridade.
Além de seu trabalho pro bono (profissional voluntário), Tom opera numa clínica jurídica gratuita no centro-sul de Los Angeles, chamado ” Mesereau Free Legal Clinic” e doa seu tempo a essas organizações em cidades do interior como a “N-Action Family Network”, “Save Our Sons”, “Women of Watts” e “Families to Amend California Three Strikes”.

Transcrito por Owens Valmai
Valmai:Tom, você está acompanhando o julgamento de Murray nesta fase de preparação?

Tom:Bem, eu venho acompanhando isso na mídia, mas eu não estou envolvido.

Valmai:Você é capaz de dar uma opinião profissional sobre as táticas de defesa?

Tom: Eu estou esperando que ele seja condenado, e admito que não sou objetivo. Minha opinião é que ele agiu muito mal, ele nunca deveria ter administrado propofol e, certamente, não permitir feito em casa. Isso é ridículo!
Eu não sabia até a audiência preliminar que havia indícios de que ele teria tentado limpar a cena do crime. Eu não sabia que não havia provas de que ele supostamente não contou aos paramédicos e a polícia sobre o propofol, pelo menos inicialmente. Fiquei muito surpreso em ouvir isso.
Mas você sabe, eu tenho acompanhado muitos casos de celebridades também.
Elvis Presley, Anna Nicole Smith, e você encontra estes médicos que se tornam facilitadores. Eles estão com medo de negar à celebridade o que elas querem por medo de serem excluídos, e eu acho que é algo que a aplicação da lei deve levar muito a sério.

Valmai: Bem, como se sente sobre a estratégia da defesa ao dizer que Michael se matou?

Tom: Eu acho que é ridículo! Eu já estive na televisão dizendo que é um absurdo. O Michael Jackson que eu conheci não era suicida. O MJ que eu conheci tinha problemas, você sabe que eu o conheci durante um período muito difícil, sua ansiedade, sua insônia, sua depressão estava muito aguda, você sabe, como ele estava sendo julgado por sua vida, por coisas que ele nunca fez. Qualquer pessoa nessa posição teria provavelmente precisado de alguma medicação para dormir e alguns anti-depressivos, e eu não sei o que ele estava usando, porque eu nunca o vi usar nada. No entanto, eu o conheci durante um período muito difícil, um período muito estressante, mas o Michael Jackson que eu conheci não era suicida e nunca quis deixar os seus filhos. Então eu acho que é um absurdo!
 
Valmai: Sim, acho que todos concordamos com isso, mas eu acho que é seguro dizer que o que podemos esperar da defesa é o retrato de Michael como suicida.

Tom: Bem, sim, os advogados de defesa tem uma obrigação ética e profissional para defender com vigor seu cliente. De um ponto de vista estritamente profissional, os advogados parecem estar agindo de forma profissional compatíveis com as suas obrigações. No entanto, não concordo com o que estão fazendo e acho que seu cliente é culpado.

Valmai: Outro ponto em que concordamos. Tom, você já teve alguma experiência com o juiz Pastor? Não tem uma opinião sobre ele?

Tom: Sim, eu tenho. Ele é um juiz muito, muito esperto, muito experiente, muito inteligente, muito sábio e eu acho que ele vai ser um juiz muito bom.

Valmai: Bem, eu sou um leiga, não estou familiarizada com o sistema judicial ou com lei. Muitos dos fãs não são. Você pode me dizer quanta liberdade um juiz realmente tem em suas decisões sobre intimações, quem testemunha e o quanto expandido ou restrito o questionamento pode ser?

Tom: Bem, os juízes têm margem de manobra considerável para dirigir o curso do julgamento. Eles tem um tremendo poder de fazer o que eles acham que é necessário para manter o julgamento regular, para mantê-lo em condições dignas e dependendo de quem é o juiz, pode ter um efeito enorme sobre o que acontece.
 
Valmai: A defesa pediu que os registros financeiros de Michael fossem disponibilizados. Você acha que eles estavam cientes de que o juiz pode negar essa moção e é por isso que eles estão chamando Dr. Tohme como testemunha?

Tom: Eu não sei se eles estavam cientes de que o juiz pode negar. Eu acho que eles estão em uma expedição de pesca, acho que eles estão desesperados para tentar encontrar algum tipo de teoria de defesa que poderia parecer plausível. Estou muito feliz, pois o juiz negou o pedido de exercício de uma expedição de pesca nas finanças de Michael. Eu acho que as finanças de Michael não tem absolutamente nada a ver com o que Conrad Murray supostamente fez.

Valmai: Não, não. Eu concordo com isso, mas eu acho que eles estão tentando provar é que as finanças de Michael estavam em tal estado de desordem, estava numa dívida tão grande e tão estressado, é por isso que ele supostamente se matou.
Tom: Isso é um absurdo! Isso só mostra como eles estão desesperados para chegar a algum tipo de defesa. Você acha que Murray será chamado para depor?

Tom: Eu não sei a resposta para isso. Eu acho que só vai depender de como o processo evolui e como a defesa acredita no que eles estão fazendo. Ensaios sempre tem surpresas. Não importa o quão preparado você estiver, sempre sabe que certas testemunhas vão vir com coisas que ninguém esperava que fossem dizer ou fazer. Eu não acho que eles vão tomar essa decisão até o fim.
 
Valmai:Tom, quais são seus sentimentos sobre o advogado contratado pela defesa que foi perifericamente envolvido no julgamento de Michael em 2005? Você vê isso como um conflito de interesses?

Tom: Bem, eu não sei a que ele teve acesso, eu realmente não sei. O juiz aparentemente fez uma investigação completa sobre o assunto e concluiu que não houve conflito de interesse potencial ou real. Então eu tenho que assumir em suas discussões confidenciais com o advogado, que ele concluiu que o advogado não tinha nenhuma informação que pudesse gerar um conflito. Mas eu realmente não sei o que este advogado teve acesso, eu realmente não sei.

Valmai: O que você acha sobre a decisão para televisionar o julgamento? Você o vê tornando-se o mesmo circo da mídia como foi em 2005?

Tom: Bem, eles não televisionaram o julgamento de 2005. Eu acho que haverá grande interesse da mídia no caso, principalmente porque é televisionado. Vai dar ao público a oportunidade de realmente olhar para estas testemunhas e ver como eles se comportam, e realmente olhar para a evidência que a promotoria acha que deveria resultar em condenação. Então eu acho que haverá um enorme interesse em todo o mundo. Michael era a celebridade mais conhecida do planeta e muito querido em todo o mundo, em todos os continentes.
 
Valmai: Eu acho que muita gente está preocupada com a maneira como a mídia retratou Michael, especialmente em 2005, e se vão fazer o mesmo desta vez. Eu sei que em 2005, o julgamento não foi televisionado, mas a mídia não era exatamente imparcial na forma como relataram sobre ele. Isso é
fato, alguns foram bastante cruéis.

Tom: Bem, os meios de comunicação não estão interessados em justiça ou equidade, estão interessados em negócio, e negócio para eles é receita e classificações. Eles amam o valor de choque, eles adoram polêmica e você tem que olhar para a mídia com isso em mente. Para eles isso é entretenimento. Não é uma busca de justiça, não é uma busca pela justiça. Em sua mente é estritamente entretenimento, então eles vão focar o que eles acham que diverte, e isso torna-se rentável.
Você tem que ser muito cauteloso com os relatórios que você ouve sobre os julgamentos, quando estes relatórios vem através da mídia. Pelo menos neste caso, as pessoas serão capazes de vê-lo, ao invés de ouvir no final do dia muito rasos, breves resumos dos meios de comunicação.
Grande parte da informação no âmbito do julgamento de Michael Jackson em 2005 foi terrível. Eles simplesmente não eram precisos. Eles estavam apenas tentando relatar o que foi sensacional e chocante. Às vezes relatam o que uma testemunha disse sob depoimento, sem nem ao menos esperar para ouvir o interrogatório da defesa. Então eu acho que eles apresentaram um ilegítimo, um muito embaraçoso e pobre retrato do que estava acontecendo na sala do tribunal.
 
Valmai: Você vai ficar disponível para os meios de comunicação se pedirem a sua opinião sobre o processo?

Tom: Isso depende de quem eles são, que tomada é e se eu acho que vai ser um tipo de situação profissional. Estou disponível para isso.

Valmai: Tom, como você vê este julgamento final?

Tom: Bem, eu não tenho como saber, não estou envolvido no caso e eu não vi a prova. Estou esperando que ele termina com uma condenação. Estou esperando que ele seja responsabilizado por aquilo que eu acho, na minha opinião, foi uma maneira muito pouco profissional, muito egoísta e muito insensata no tratamento de seu paciente.

Valmai:Você passou muitas horas com Michael durante aquele que foi um dos períodos mais traumáticos da sua vida. O que você lembra sobre sua força pessoal e compostura?

Tom:Michael foi uma das pessoas mais bonitas, mais amáveis que eu já conheci e minha parceira no escritório (de advogados), Susan Yu, se sente exatamente como eu. Ele era bom. Ele era gentil. Ele era bem-intencionado. Ele gostava de ver as pessoas fazerem bem e ele gostava de usar sua reputação e recursos para ajudar as pessoas com deficiência, as crianças da cidade do interior que cresceram na pobreza e violência. Ele gostava de ver as pessoas felizes. Ele poderia ter tomado sua riqueza e prestígio e não tratar das crianças, não tratar de causas nobres. Ele poderia ter sido puramente egoísta se quisesse, mas não era isso o que ele escolheu para fazer. Ele realmente queria fazer a diferença. Ele queria reunir pessoas de todas as raças, todas as religiões e todas as nacionalidades juntas. Você pode ver isso em sua música, você pode ver isso na maneira como ele viveu. Ele tinha uma grande empatia com os animais, porque ele era uma pessoa amável e ele queria fazer a diferença. (...)
 
(...) Ele foi um pouco ingênuo quando vieram forças do mal circulando ao seu redor e tentando destruí-lo. Ele não acreditava que ia acontecer e, infelizmente, eles o colocaram em um pesadelo.
Valmai: Você quis permanecer em contato com Michael após o julgamento?

Tom: De vez em quando por cerca de nove meses depois que ele se mudou para o Bahrain. Susan Yu e eu estavámos ajudando ele, mas ele estava conversando com Susan muito mais do que comigo. Ajudamos por cerca de nove meses com a transição e depois passamos para outras coisas.

Valmai: Como você acha que sua vida foi afetada por Michael? O que você mais lembra dele?

Tom: Bem, como eu disse antes, o que mais me lembro é uma pessoa muito, muito gentil, sensível, decente. Um de seus grandes dons era fazer uma diferença positiva no mundo. Ele poderia ter sido mais egoísta. Ele poderia simplesmente ter alugado uma casa na Riviera e partido, se ele quisesse. Ele poderia ter sido puramente egocêntrico, mas isso não era do jeito que ele queria viver. Ele sentiu que Deus havia lhe dado presentes maravilhosos e sucesso maravilhoso, e esperava mudar o mundo de uma forma positiva. Eu acredito que ele fez.

Valmai: Bem, eu concordo certamente com isso. Tom, o MJTP e todos os fãs só querem lhe agradecer por acreditar em Michael, e por todo o maravilhoso trabalho humanitário que você faz. Nós amamos e respeitamos muito, e agradeço-lhe por tomar tempo para fazer essa entrevista comigo.

Tom: Bem, muito obrigado. Sinto-me honrado e privilegiado por falar com você sobre tudo isso e eu desejo a todos o melhor. Ele era uma pessoa muito especial, e eu sempre tenho dito repetidamente que ele era uma das pessoas mais bonitas, mais amáveis que eu já conheci. Eu sempre digo isso porque é verdade.
 
MJJ Secret Lovers

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O dia em que Michael Jackson entrevistou Pharrell Williams





Essa entrevista, que se realizou no começo de junho de 2003, aconteceu com o propósito da ‘magazine’ pregar uma brincadeira com Pharrell Williams, que na época estava começando a fazer muito sucesso como produtor de música de Virginia. Enquanto os editores arranjavam a história com Williams, ele casualmente mencionou que sempre quis falar com Michael Jackson, quem na época estava em evidência nas notícias depois de aparecer no famoso programa/ britânico do jornalista Martin Bashir, ‘Livin With Michael Jackson’, o qual retrata Michael Jackson como se fosse um bizarro. Uma complexa cadeia de e-mails e telefonemas surgiram, mensagens foram passadas, reputações foram testadas, e depois de alguns dias, o escritório de Jackson entrou em contato para dizer que ele faria a entrevista.


MICHAEL JACKSON: Então, vou entrevistar você, certo? E acho que será sete questões, ou algo assim?

PHARRELL WILLIAMS: Claro. Como preferir.

JACKSON: Okay. O que lhe inspira na sua música? O que lhe inspira pra fazer a sua música?

WILLIAMS: É sentir. Você finge que o ar é uma tela e a tinta são as acordes que saem pelos seus dedos e vão direto pro teclado. Então, quando estou tocando,
é como estivesse pitando o que sinto ar. Sei que pode soar tolo, mas-

JACKSON: Não. Não, é uma analogia perfeita.

WILLIAMS: E quando você sabe que está pronto, está pronto. É como pintar ou esculpir. E quando você deixa acontecer é quando você sabe que está pronto. Está completo. E vice versa—te diz, “Hey, Não estou pronto.”

JACKSON: Yeah. E se recusa te deixar dormir até que esteja terminado.

WILLIAMS: Isso mesmo.

JACKSON: Yeah, Eu passo pela mesma coisa. [Risos] E o que você pensa sobre a música de hoje? Está por dentro dos novos sons que estão sendo criados e a direção que a música está tomando?

WILLIAMS: Bem, pessoalmente, eu meio que estou tomando notas de pessoas como você e Stevie [Wonder] e Donny [Hathaway], e apenas fazendo o que parece certo.

JACKSON: Certo.

WILLIAMS: Você sabe, quando todos estavam tomando uma direção, você veio com o “Off the Wall.”

JACKSON: Certo. [Risos]

WILLIAMS: E quando todos os outros estava indo pra outra direção, você veio com “Thriller.” Você apenas fez do seu jeito. E estou tomando notas de pessoas como você, para não ter medo de ouvir o que está sentindo, e enfim tornar suas aspirações e ambições em matéria. Fazer acontecer, fazer com que se materialize . . .

JACKSON: Quem dos artistas antigos, não os artistas da radio de hoje em dia, que te inspiraram quando você era jovem? Como os artistas que os seus pais ouviam, você aprendeu algo com esses artistas?

WILLIAMS: Absolutamente. The Isley Brothers.

JACKSON: Yeah, eu também. Eu amo Isley Brothers. E amo Sly and the Family Stone.

WILLIAMS: Donny, Stevie.

JACKSON: Você gosta de todos que eu gosto. [Risos]

WILLIAMS: Aquelas mudanças de acordes. Te levavam pra longe.

JACKSON: Lindo, lindo. Okay, bem, onde você está? Em Nova York?

WILLIAMS: Estou em Virginia Beach, Virginia, senhor.

JACKSON: Virginia! Oh, lindo. Você transmitirá meu amor para Virginia?

WILLIAMS: Sim. Obrigado.

JACKSON: E para seus pais? Porque Deus lhe abençoou com um dom especial.

WILLIAMS: Obrigado, senhor. E eu só quero dizer uma coisa, e eu não sei se quer ouvir isso, mas tenho que dizer por que é de coração. Mas pessoas te incomodam…

JACKSON: Yeah.

WILLIAMS: …Porque eles te amam. Essa é a única razão. Quando você faz algo que pessoas não entendem direito, eles farão um problema maior do que fariam pra qualquer outra pessoa porque você é um dos mais incríveis talentos que já viveu. Você realizou e conquistou mais do que qualquer outro homem nesse século.

JACKSON: Bem, Muito obrigado. É muito gentil da sua parte.

WILLIAMS: O que você faz é tão surpreendente. Quando você estiver com 100 anos, e eles ainda estiverem inventando coisas sobre o que você fazer isso e aquilo com o seu corpo, por favor, acredite em mim, se você decidir mergulhar todo seu corpo em cromo, você é tão incrível que o mundo, não importa o que dizem, estará lá pra ver. E isso acontecerá por causa do que você conquistou no mundo da música, e por ter mudado a vida de muitos. Pessoas estão tendo crianças com suas músicas. Você afetou o mundo.

JACKSON: Muito obrigado. Isso é como quanto maior a estrela, maior o alvo. Você sabe quando você é… não estou sendo fanfarrão ou algo do tipo, mas você sabe que está no topo quando eles começam atirar flechas em você. Até Jesus foi crucificado. Pessoas que trazem luz ao mundo, de Gandhi à Martin Luther King à Jesus Cristo, até eu mesmo. E meu lema tem sido ‘Heal The World’, ‘We Are The World’, ‘Earth Song’, ‘Save Our Children’, Help Our Planet’*. E pessoas querem me atormentar por isso, mas nunca machuca, porque a base de fãs se torna poderosa. E quanto mais você bate em algo resistente, mais resistente se torna e com isso mais forte fica. E foi isso que aconteceu: Sou resiliente. Tenho pele de rinoceronte. Nada pode me machucar. Nada.

WILLIAMS: É precisamente aonde quero chegar. Só quero que saiba que você é incrível, cara. O que você faz e fez pela música, de ‘Billie Jean’ à ‘That’s What You Get (For Being Polite)”—[cantarolando]“That’s what you get for being polite.”

JACKSON: Oh, você conhece essa? [risos]

WILLIAMS: [cantando] “Jack still sits all alone.”

JACKSON: Garoto, você conhece todas essas. . . [murmura riff de guitarra]

WILLIAMS: Se eu nunca trabalhar com você, saiba que você é imparável. Por isso digo, quando você tiver 100 anos e você decidir mergulhar seu corpo inteiro em cromo, por mais que eles dizem coisas, e não me importo o que eles dizem sobre você, eles estarão perto pra ver você fazer.

JACKSON: Há muita inveja por ai. Amo todas as raças, amo todas as pessoas, mas as vezes há o diabo em pessoas, e eles ficam com inveja. Toda vez que há uma luminária que vai além do alto da sua área de atuação, pessoas tendem a ter inveja e tentam derrubá-lo. Eles não podem faze-lo comigo porque eu sou muito, muito, muito forte. [risos] Embora eles não saibam disso.

WILLIAMS: Ele sabem! Por favor, acredite, eles sabem!

JACKSON: Outros teriam se quebrado agora, mas eles não podem me quebrar. Sou muito forte.

WILLIAMS: Lógico. Eles não puderam te quebrar quando você tinha 10, porque você estava destruindo homens crescidos com a sua voz e talento. E quando estava com 20, você estava humilhando pessoas que estavam fazendo a mesma coisa por 20 ou 30 anos. E atualmente eles ainda o observam pra ver onde você está. Eles querem ver seus filhos e seu mundo. Você é incrível e só queria te dizer isso, cara. E espero que tudo isso seja impresso porque isso é muito importante pra mim. Espero ser metade do quão fd você é um dia.

JACKSON: Oh, Deus te abençoe. Você é maravilhoso, também… tenha um dia adorável.

WILLIAMS: Você também, senhor.

JACKSON: Obrigado. Tchau.

WILLIAMS: Tchau.

Créditos:: Forum Neverland

sexta-feira, 11 de março de 2011

Dick Zimmerman retratista da capa de Thriller diz:" Michael Jackson tinha lágrimas em seus olhos "





Dick Zimmerman se tornou mundialmente conhecido por introduzir um estilo de fotografia nos retratos de celebridades que mais parecia uma pintura. Ao longo dos anos, ele lançou alguns dos maiores nomes de Hollywood, que vão desde Tom Cruise e Nicole Kidman para John Travolta e Arnold Schwarzenegger.

Durante um período de 13 anos, Zimmerman também teve três sessões com Michael Jackson , sendo a mais famosa em 1982, quando Zimmerman fez a foto da capa do album recorde Thriller.

Zimmerman, nos fala sobre como criou esse retrato icónico de MJ, bem como passou o Natal com Tom Cruise, e ficou uma semana com Salvador Dalí.

Conte-me sobre o dia que você fotografou Michael Jackson para Thriller .

No dia da filmagem, ele veio sozinho, em seguranças.
Tínhamos duas prateleiras de roupas, escolhidas a dedo por um dos melhores estilistas de Los Angeles.
Michael não se impressionou com nada. Ele disse: "Eu gostaria de estar vestindo algo parecido com o que você usa."
Eu estava usando meu terno branco naquele dia. Eu disse, "Bem, somos quase da mesma altura." Assim, Michael está realmente vestindo meu terno branco na capa.

O que aconteceu com o terno?

Eu leiloei na Sotheby's anos atrás.
Eu estava preocupado com a segurança de minha esposa e da minha, porque, naquele
momento, tínhamos uma casa muito grande e eu ficava muito tempo fora da cidade.
Eu não saberia se quando retornasse o terno estaria lá, e não queria perder a chance. Decidi simplesmente me livrar dele.

Quanto recebeu na venda?

Eu acredito que recebi 27.000 dólares por ele, e isso ha 10 anos atrás.
Hoje, eu poderia conseguir um milhão de dólares por ele.

Conte-me sobre o retrato exclusivo do casamento de Michael Jackson e Lisa Marie Presley.

Fizemos na Trump Tower, em uma suite de Donald Trump.
Na verdade, eles fecharam a 5th Avenue, em frente ao prédio porque não tinha espaço suficiente na calçada para os fotógrafos. A rua encheu-se deles.

Como você passou pela multidão de fotógrafos?

Eles tiveram de me esconder no elevador de serviço.
Depois disso, fiquei preocupado com minha vida.
Estas fotografias valem muito dinheiro.
Fechamos um laboratório inteiro de modo que poderíamos produzir as imagens em segredo.

Depois dosretratos do casamento, eles tiveram de voltar até a suíte Trump. O que aconteceu então?

Por volta da meia-noite Lisa Marie me deixou entrar na suite do casal e Michael me disse que em poucos minutos estaria lá.
Trinta minutos se passaram e nenhum sinal de Michael.
Eu fiquei andando de um lado para o outro quando vi um homem do outro lado da sala usando bigode e barba.
Imaginei que ele era um segurança.
Eu andei até ele e perguntei se tinha alguma idéia de quando Michael chegaria.
Olhei para ele e de repente percebi que era Michael.
Nós dois rimos quando ele tirou seu disfarce.
Ele esteve esperando lá o tempo todo, só me olhando, esperando que eu o notasse.

O que aconteceu depois disso?

Ele abriu uma garrafa de vinho, sentou-se e olhou para as fotografias.
Nós conversamos até cerca de três horas da manhã.
Ele me contou sobre todas as suas frustrações.
Ele tinha acabado de fazer uma entrevista com Diane Sawyer, onde ele a levou em uma excursão ao seu rancho Neverland.
Ele disse que foi tão sincero com ela, e no dia seguinte a imprensa caiu em cima dele. Ele tinha lágrimas nos olhos.
"Ele disse: "Eu não sei mais o que fazer."

Você acha que ele foi mal interpretado?

Ele foi muito mal interpretado. Eles falavam sobre ele ser um pedófilo.
Posso dizer-lhe que não era verdade. Ele era muito infantil.
Eu penso que ele era como uma borboleta suave.
Tudo que ele falava era sobre as futuras gerações de crianças, do ambiente, qualidade do ar.
Seu problema era que ele tinha muitos seguranças ao redor dele.
Muitas pessoas empurrava-o em muitas as direções, e com segundas intenções.

Conte-me sobre as fotos de Tom Cruise e Nicole Kidman?

Tom me levou para Telluride, Colorado, em seu próprio jatinho.
Era época de Natal.
Estive lá dois dias antes e depois deles se casaram. Não foi um acontecimento de celebridade.
Nós fizemos a decoração da árvore de Natal, bebemos gemada, por distraçào.

Tem algo que se destaca?

Isso ainda explode em minha mente: "Nós estávamos nos preparando para ensaiar o casamento. Ninguém encontrava Tom.
Onde está o Tom? O que aconteceu foi que uma amiga dele, que fazia parte do ensaio, teve seu carro deslizado para fora da estrada em um banco de neve, e seu pneu estava furado. Tom vestiu apenas uma camisa de flanela e com a pá foi sozinho retirar o carro. Eu não sei como o cara fez isso. Eram 40 graus abaixo de zero naquela noite. Fiquei extremamente impressionado com isso.



Conte-me sobre o encontro com Salvador Dali no verão de 1973.

Eu fui contratado para re-criar um retrato de Salvador Dalí e de sua mulher Gala para asbodas de 50 anos .
Fui à casa dele na Espanha, e acabei ficando com eles por cinco dias.
Foi o momento mais incrível da minha vida.

Qual o momento dessa viagem que se destaca?

Um dia ele me convidou para vê-lo pintar, e eu tinha ouvido de outras pessoas que ele quase nunca fazia isso.
Eu estava sentado atrás dele.
Ele estava fazendo uma paródia sobre Norman Rockwell onde pintava a si mesmo olhando-se no espelho. Enquanto ele pintava, eu ouvia uns grunhidos. Me virei e no fundo da sala vi a Gala. Cada um dos seus grunhidos era um comentário - de aprovação ou desaprovação - como ele aplicou cada pincelada.
Eu podia ver que ela era a espinha dorsal de muitos dos seus quadros.

Qual é o seu legado como um fotógrafo?

Quando cheguei a Los Angeles nos anos 70, a fotografia era muito simples e seca, e a iluminação com estilo muito antigo.
Eu vejo um monte de fotos de pessoas famosas sorrindo.
Eu tentei não fazer queixos sorrindo.
O que fiz foi trazer minhas técnicas de Londres, onde vivi por seis anos, fotografando celebridades.
Eu estabeleci um estilo que não estava acontecendo na época.
Mudei a indústria através da introdução de um novo olhar - as pessoas adoraram porque pareciam pinturas.
Eu levantei a qualidade desse tipo de fotografia. Eu sei disso. Eu vi isso acontecer.

E agora você está tentando promover-se como um pintor?
A pintura é onde eu comecei.
Isso é o que eu estudei na escola.
Eu sempre quis voltar para ela.
Agora, eu o fiz.


Fonte: PopEater \ MJMoonwalker

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Entrevista do MJ no México

 No início da década de 90, Michael Jackson foi acusado de ter cometido plágio nas seguintes músicas: The Girl Is Mine, Thriller e We Are The World. O que se segue é a transcrição das principais partes de seu depoimento na ocasião, prestado no México, durante a turnê de Dangerous. Não é nossa preocupação levar aos fãs minúcias maçantes do processo, já há muito encerrado em favor de Michael. O depoimento deve interessar à comunidade de fãs devido aos comentários detalhados de Michael quanto a seu processo criativo, à sua narração de momentos históricos na produção do álbum Thriller, à citação de dezenas de músicas ainda inéditas,  à verdadeira aula de teoria musical oferecida por Michael, etc.


8 de novembro de 1993

Legenda:
A: Advogado
MJ: Michael Jackson
P: Promotor
PR: Procurador


 
A: “Sr. Jackson, qual a sua profissão?”

MJ: *suspira* “Entertainer… dançarino… cantor… compositor… ator…”

A: “Desculpe-me…mas há quanto tempo você é entertainer?”

MJ: “Desde os 5 anos de idade.”

A: “Sem entrar em muitos detalhes, você poderia me contar ahn… como começou como entertainer?”

MJ: “Bem, cantando pela casa… dançando… fazendo barulhos… você sabe… sons… *coça a bochecha* fazendo meus próprios ritmos… fazendo minha própria música, cantando… você sabe, esse tipo de coisa.”

A: “Ahn… E você lembra quantos anos tinha? Quando começou a se apresentar profissionalmente?”

MJ: “Humm… talvez aos 10 anos.”

A: “Qual era o nome do grupo em que você se apresentava quando começou?

MJ: “Os Jackson 5.”

A: “E quem fazia parte dos Jackson 5?”

MJ: “Marlon… Tito… Jackie… Jermaine… Randy… *contando nos dedos enquanto susurra* sim… era isso.”

A: “Em algum ponto você se tornou um artista solo?”

MJ: “Sim.”

A: “Você se lembra quando?”

MJ: “Bem… eu fiz trabalhos solo… ahn… ‘Ben’, ‘Got To Be There’, você sabe… ‘Rockin’ Robin’ ‘, ‘I Wanna Be Where You Are’… todas essas músicas são solo enquanto eu ainda estava nos Jackson 5, não significando que eu havia deixado o grupo.”

A: “Você disse que uma de suas ahn… ahn… profissões é a de compositor. Quando você começou a escrever músicas?”

MJ: “Eu começei a escrever música… puxa… tão jovem quanto… eu diria aos 8 anos de idade… 8 ou 9.”

A: “Alguma música que você compôs já foi gravada?”

MJ “Algumas… sim.”

A: “Hum… ahn… Mais ou menos quantas músicas que você escreveu foram lançadas?”

MJ: “Rapaz… eu nunca contei… provavelmente mais de 30, 40.”

A: “Ahn… e novamente, sem entrar em muitos detalhes, você já ganhou algum prêmio?”

MJ: “Muitos!”

A: “Você poderia dizer alguns deles?”

MJ: “Bem… tem os Grammy Awards, American Music Awards, os NAACP Awards, hummm… Black Caucus Awards… todos os tipos de… prêmios na minha área. *limpa a garganta* desculpe… eu sei que isso mata o… *aponta para alguém longe da câmera* *ri* o cara do microfone.” *bebe água*

A: “Diga-me, Sr. Jackson… é ahn… verdade que ahn… você não tem se sentido muito bem esses dias?”

MJ: “Sim, é verdade.”

A: “Humm… você fez alguma… humm… cirurgia oral?”

MJ: “Sim…”

A: “Ahn… Se em algum momento você não estiver se sentindo bem ou estiver desconfortável, você me dirá e faremos um intervalo?”

MJ “Certamente…”

A: “Obrigado… ahn… Qual foi a primeira canção que você escreveu e foi lançada? Se você lembrar…”

MJ: “Uma canção chamada ‘Blues Away’ em um dos álbuns dos Jacksons…”

A: “Você se lembra qual deles?”

MJ: “Ahn… Acho que o álbum se chamava ou Goin’ Places ou Destiny. Não tenho certeza.”

A: “Você fez algum álbum como artista solo?”

MJ: “Sim.”

A: “Pode dizer os nomes para mim?”

MJ: “Ben, Got To Be There, hum… Music And Me… hum… há alguns outros pela Motown… mas não consigo lembrar agora… Depois tem Off The Wall, Thriller, Bad, Dangerous…”

A: “Ahn… você consegue lembrar ahn… quando o álbum Off The Wall foi lançado?”

MJ: “Em 70 e alguma coisa… mas não tenho certeza.”

A: “Você escreveu alguma ahn… das músicas que foram incluídas no álbum Off The Wall?”

MJ: *movendo o chapéu um pouco para cima* “Sim.”

A: “Quais?”

MJ:” ‘Don´t Stop ‘Til You Get Enough’… e ‘Working Day And Night’… E eu co-escrevi uma com… ahn… hum… um outro músico… chamada ‘Get On The Floor’.”

A: “Quem era o outro músico?”

MJ: “Seu nome é… hum… Ô rapaz… não consigo lembrar seu nome agora…”

A: “Bem… ok. Hum… O grupo Os Jacksons fizeram um álbum chamado Triumph?”

MJ: “Triumph… *balançando a cabeça* sim.”

A: “Lembra-se quando?”

MJ: “Não… eu sou péssimo em datas…”

A: “Sr. Jackson, você escreveu alguma das músicas que entraram no álbum Triumph?”

MJ: “Sim.”

A: “Quais?”

MJ: “Eu co-escrevi ‘Can You Feel It’… com meus irmãos… ‘That’s Was What You Get For Being Polite’… hum… com meus irmãos…hum… ‘All Night’, com meus irmãos… ‘Jack Still’, com meus irmãos… *coçando a bochecha* *limpando a garganta* acho que há algumas outras… só não consigo lembrar dos nomes agora *sorrindo*.”

A: “Sr. Jackson, geralmente como você compôe? Hum… Pode me dizer ahn… qual o processo que você faz… quando… quando você está escrevendo uma canção, se há um processo…?”

MJ: “Bem, o processo que eu faço é… ahn… as músicas simplesmente vêm… elas se criam… Eu sou apenas o instrumento pelo qual elas vêm, e é… é uma coisa linda… é muito espiritual… é como ficar em baixo de um árvore, deixar uma folha cair e tentar pegá-la… é tão bonito… hum… assim… ela vem da minha cabeça… Eu poderia está caminhando, sabe, por uma rua… ou poderia está sentado num banco da Disneylândia… comendo amendoim *encolhe os ombros* *sorri* e é assim… está na minha cabeça, ou eu poderia está no banho… ou acordar, como fiz quando escrevi ‘We Are The World’, e simplesmente a música estar lá… bem na minha mente… a composição inteira… você sabe… é assim que acontece.” *ajusta o chapéu*

A: “Uma vez que você tem a música em sua cabeça, o que faz em seguida?”

MJ: “Eu vou a um gravador… e ponho os sons nele. Oralmente… com minha boca… fazendo sons… ahn… de como eu quero o contrabaixo… ou as cordas ou a bateria, ou cada parte… da maneira como eu ouço… porque o segredo é colocar numa fita exatamente o que você está ouvindo na cabeça.” *sorri*

A: “Você sabe que uma das músicas em questão neste processo é uma chamada de ‘The Girl Is Mine’? Você está a par disso?”

MJ: “Sim.”

A: “Como você teve a idéia para ela… da mesma forma que você acabou de descrever?”

MJ: “Simplesmente veio… *mexendo a cabeça* simplesmente veio… *coçando a bochecha* Sabe, Quincy me disse: ‘escreva uma música em que você e Paul McCartney possam cantar juntos’… então, acho que fui dormir *balança os ombros* e quando acordei no dia seguinte ela estava lá… então corri até o gravador e começei a gravar o que ouvia na minha cabeça.”

A: “Em algum momento… hum… você fez uma gravação de ‘The Girl Is Mine’ numa fita, uma fita de trabalho?”

MJ: “Sim.”

A: “Ahn… Eu gostaria de ahn… mostrar um documento para você que…”

*na fita: Michael Jackson fazendo beat box e cantando algumas palavras de “The Girl Is Mine”*

MJ: *mexendo a cabeça junto com a batida* *sorrindo*

MJ: “Isso sou eu compondo as partes de ‘The Girl Is Mine’… criando-a. *limpa a garganta* Desculpe, músicas se criam, simplesmente vêm de mim. Simplesmente vêm de dentro… para fora. E acho que sou apenas um instrumento pelo qual elas vêm e ahn… Você me perguntou como eu criava e começei a mostrar para lhe dar um exemplo de como é, como eu crio canções, e quando eu crio minha música faço esses sons. Eu escrevi uma música chamada ‘Who Is It’…”

P: “Objeção!”

A: “Você lembra onde estava quando hum… ‘The Girl Is Mine’… a canção ‘The Girl Is Mine’ surgiu para você, Sr. Jackson?”

MJ: “Eu… eu acho que estava na casa de Encino ou em um condomínio, porque nós estávamos reformando a casa e ficando num… hum… lugar menor.” *limpando a garganta*

*Michael Jackson na fita fazendo beat box*

A: “Você estava fazendo alguns sons com sua boca… ahn… Qual o objetivo disso?”

MJ: “Os sons são os ritmos que eu faço… Compus uma música no álbum Dangerous chamada ‘Who Is It’ e o que faço é: pego um gravador de fita e gravo os sons da maneira como eu os ouço na minha cabeça, e ouço o contrabaixo, a percussão, a bateria… e ‘Who Is It’ fica assim… hum… *começa a fazer o beat box de ‘Who Is It’* “

A: “Poderia… poderia nos mostrar rapidamente como fez na fita os sons de ‘The Girl Is Mine’?”

MJ: “Claro. *move o chapéu um pouco para cima* *começa a fazer o beat box de ‘The Girl Is Mine’* Assim. *mexe o cabelo* *continua cantando* The girl is mine… desculpe… minha voz… estou realmente rouco. Tive um show noite passada… minha garganta está péssima.”

A: “Você estava cantando umas letras e outras não, certo?”

MJ: “Sim.”

A: “Hum… Por quê?”

MJ: “Porque certas palavras vêm na sua cabeça num determinado momento que estão combinando com a melodia… hum… certas palavras vêm com a melodia ao mesmo tempo… você sabe… *canta* Heal the world… Digo, não pensei sobre isso, simplesmente veio. *canta* Make it a better place. Então veio com a melodia… *canta* Heal the… Eu pensei, ‘nossa, isso é legal, curar o mundo…vamos curar nosso planeta.’”

*mais da fita está sendo tocada*

A: “Você… só cantou…você… você… acabou de ouvir umas palavras na fita?

MJ: “É… aquela parte da música eu nunca usei.”

A: “Por que não?”

MJ: “Porque estava em outra direção… e eu posso dizer ouvindo para onde vai…. provavelmente segue para *canta* da da da da… porque está mais para ir nesta direção… Eu não ouço isso desde aquela época.

*mais da fita está sendo tocada*

MJ: “Daí vai… *faz meio sorriso* *canta* da da *apontando para cima junto com as notas altas*

A: “Que parte você estava então cantando logo antes de eu parar a fita?”

MJ: “Métricas… rimas musicais que podem agir em contraste com a parte principal… *canta* do do da dum poderia ser um teclado… poderia ser uma flauta… poderia ser uma parte com instrumentos de corda… É como se fosse uma tapeçaria de sons, que é a lei da música.”

*MJ cantando na fita: “cordas, daa daa”*

MJ: *ri*

A: “O que você disse ali?”

MJ: “Cordas. *canta* Daa daa daa… é a parte que daria um verso, como um segundo verso, que daria o ápice da música… que a desenvolveria.”

A: “Você estava imitando um instrumento em particular quando fez esse som?”

MJ: “Sim.”

A: “Qual?”

MJ: “De cordas… eu até disse… eu fiz ‘Cordas’… *ri* *canta* Daa daa… *sorri* *bebe água*”

*MJ na fita: “piano…” *canta* dum do *

MJ: “O que eu estava fazendo era criar.”

A: “Deixe-me perguntar a você… o que estava fazendo agora?”

MJ: *ri* Certo… depois de criar a melodia eu então estava criando os diferentes sons que queria que se encaixassem na melodia. O que cada instrumento deveria fazer.”

*um pequeno trecho da fita é tocado*

MJ: “… para se criar a música… *sussura* cordas… *limpa a garganta* *limpa a garganta novamente* *ri* *olha o ‘homem do microfone’* *balança a cabeça* *ri*… *ri do que ouve na fita*

A:”O que você estava fazendo naquela hora?*

MJ: “Criando uma parte de corneta francesa… que eu nunca usei… *canta* duh dum duh duh…”

A: “Obrigado.”

*a fita continua*

*MJ na fita: “Isso serão cornetas suaves…”*

MJ: “Viu?” *sorri*

* MJ na fita: “e não escreva a música…”*

MJ: *balançando os punhos no ar* *sorri*

*MJ na fita: “Não escreva nada, deixe a música se criar.”*

MJ: *balançando o punho direito no ar* *sorri* “Essa é a minha lei… *experimenta o chá* *mexe o chapéu* *limpa a garganta* *cochicha com alguém do lado* É o que sempre digo.” *põe mel no chá* *ri*

*MJ na fita: “E não escreva a música, não escreva nada… deixe a música se criar, deixe as cordas dizerem o que fazer, onde elas dever entrar… deixe o piano dizer que acordes atingir…”

*MJ na fita: “O que quer que seja, deixe o contrabaixo dizer o que deve ser feito, tudo…deixe-o se construir… deixe-o se formar… deixe-o fazer o que ele quiser… não force a música…”

MJ: *brincando com as bebidas*

*MJ na fita: “Deixe a música forçar você…”

*MJ na fita: “Deixe a música dizer a você aonde ir.”

MJ: “O que eu quis dizer foi que uma música cria a si própria… Eu sou apenas um instrumento pelo qual ela surge… tudo se cria. Quando uma música vem para mim, eu ouço as cordas, eu ouço o contrabaixo, eu ouço a bateria… tudo vem como em um pacote… é como pegar uma folha que cai da árvore, é a coisa mais espiritual, mais linda que pode acontecer… isso vem a mim… e… e às vezes eu simplesmente fico de joelhos e rezo a Deus em gratidão ao que acontece… ao que vem para mim… e é isso que eu estou dizendo… deixe… deixe a música se criar… porque ela mesma se cria.”

A: * MJ na fita conversando sobre harmonia vocal*

A: “O que você disse nessa parte?”

MJ: “Algum tipo de harmonia… em *canta* the girl is mine… *mexe o chapéu* doooo doooo… o que estou tentando fazer é… o que estou… o que estou ouvindo em minha cabeça é algum tipo de métrica para se fazer o refrão… e quando o refrão se forma, ele deve ser como uma flor desabrochando em seu rosto… então para se criá-lo e fazer com que aconteça, você tem que adicioná-lo a outros *sorri* sons para fazê-lo agradável e bonito… e é isso.”

A: “O que é a bridge de uma música?”

MJ: *canta* “I love you more than he…

A: “Eu fiz uma pergunta mais genérica… o que é uma bridge?”

MJ: “O que é uma bridge?”

A: “Sim.”

MJ: “Uma bridge… *limpando a garganta* o que uma bridge é… é levar você de A para B *sorri* … é levar você do verso para outra parte, é escapismo de ouvir a mesma coisa trivial, comum, que você esteve ouvindo o tempo todo… porque o ouvido cança de escutar sempre as mesmas palavras… então o que faz uma bridge… ela leva você pra longe disso. E quando finalmente o que você estava ouvindo antes volta, vem mais forte *sorri* está muito mais forte. Tem… tem um efeito muito mais forte. *meio sorriso*”

A: “Sobre a parte que eu acabei de colocar… o que você estava fazendo?”

MJ: *funga* “Criando…hum… ou descobrindo, poderia dizer. *experimenta o chá* Porque eu tento não inventar… eu tento descobrir o que há… e eu estou descobrindo aonde a música quer ir… e é a bridge… é a passagem da música… são essas mudanças… isso me lembra uma canção que escrevi recentemente na Rússia… hum… chamada ‘Stranger In Moscow’… e eu fiz o mesmo processo. Tentar passar para um microfone o que você está ouvindo em sua cabeça é muito *ri* difícil às vezes, porque você… você tem apenas uma voz, mas está ouvindo acordes completos, então é uma coisa muito difícil de se fazer, mas você faz o seu melhor.” *ri* *bebe o chá* *ri*

A: “O que é um acorde, Sr. Jackson?”

MJ: “O que é um acorde?”

A: “É… na música…”

MJ: “Um acorde é harmonia… é um som… que é agradável, algo que pode ser prazeroso aos ouvidos… música…”

*MJ na fita: “Os acordes da bridge são… *canta* duh de dum…”

MJ: “Eu estou dizendo os acordes da bridge… Só estou apresentando quais os acordes… apenas definindo na minha cabeça quais deveriam ser os acordes para acompanhar a melodia… então… que é… que é muito importante.” *bebe chá*

*MJ na fita: *canta* “Waaaaaaaaaaaaaaaaaaa”

A: “Sr. Jackson, o que estava fazendo naquele ponto?”

MJ: “Eu estava fazendo… ahn…*limpando a garganta* sons background, que eu fiz na demo, que é apenas uma das notas *coçando o queixo* *canta alto* Aaaaaaaa *canta um pouco mais baixo* Aaaaaaa… só a parte harmônica… Acho que há umas seis notas de harmonia… aquela é apenas uma das seis.”

*MJ na fita: *canta* “Aaaaaa Aaaaaa”

A: “O que estava fazendo agora?”

MJ: “A mesma coisa…ahn… é uma parte harmônica que vai contra a outra harmonia. Estou criando diferentes notas que são harmonias que irão em contraste com a música. Estou criando todas as harmonias e todos os sons, cada som individual que compõe o todo de ‘The Girl Is Mine’.”

A: “Você está bem, Sr. Jackson? Quer um intervalo?”

MJ: Não, minha boca dói…” *voz falhando claramente devido a forte dor*

De volta do intervalo.

A: “Sr. Jackson, durante o intervalo você achou necessário tomar um… ahn… analgésico?”

MJ: “Se eu acho necessário?”

A: “Você, durante o intervalo… teve… teve… você teve que tomar algum remédio para sua dor?”

MJ: “Sim.”

A: “Eu gostaria que você… ahn… falasse agora sobre a canção ‘Thriller’. Você teve algum papel na composição da música?”

MJ: “Não.” *coça o lábio*

A: “Quando você ouviu a canção pela primeira vez?”

MJ: “Quando eu ouvi a canção, ela se chamava… tinha um nome diferente… Eu a ouvi em Encino, na minha casa de Encino… Estava com um outro título.”

A: “Qual era o título?”

MJ: “‘Starlight Sun’”

A: Ahn… em sua performance de… hum…”

MJ: *rói a unha*

A: “… o que eventualmente veio a ser ‘Thriller’? Você fez algumas mudanças em relação a sua atuação na música?”

MJ: “…(20 segundos)… Não que eu possa lembrar…”

A: “Você teve alguma participação na composição da música no trecho ‘It’s close to midnight and something evil’s lurking in the dark’?”

MJ: “Não.”

A: “Ahn… em algum momento, em sua carreira profissional, Joseph Jackson alguma vez ahn… forneceu músicas que ahn… você ou seu grupo hum… cantariam com intuitos de gravação?”

MJ: “Repete a pergunta?”

A: Sim… em algum momento durante sua carreira profissional, Joseph Jackson teve alguma vez um papel em selecionar as músicas que você ou seu grupo apresentariam?”

MJ: “Não.”

A: “Finalmente eu gostaria de me voltar para ‘We Are The World’… hum… Quem compôs a canção ‘We Are The World’, Sr. Jackson?”

MJ: “Eu escrevi ‘We Are The World’… e hum… Lionel Ritchie também ajudou.”

A: “… Como você se envolveu com ‘We Are The World’?”

MJ: “Quincy Jones me telefonou. Eu estava no meu quarto em Encino… e ele disse: ‘Smelly…’ ele me chama de ‘Smely’… ele disse: ‘Smelly, nós precisamos de uma canção… hum… para as crianças do mundo’ *coça atrás da cabeça* ‘há um monte de crianças morrendo, e eu quero que você… e Lionel Ritchie se juntem e escrevam uma canção… Eu pedi a Stevie Wonder para escrever uma canção, mas ele demora… você sabe como o Stevie é’, ele disse… *coça o lábio* ele disse… ‘ele é brilhante, mas demora até começar.’ Eu disse *voz de lamento*: ‘Quincyyy… eu acabei de terminar Thriller… eu passei simplesmente o tempo inteiro no estúdio, e eu não gostaria.’ *coça o lábio* e ahn… Ele disse: ‘mas seria muito importante para as crianças…’ Assim que ele disse isso… *sorri* ele sabe como me sinto em relação às crianças… e como aquilo seria importante para mim. Então eu disse: ‘Eu farei.’ E ahn… então eu ahn… me juntei ao Lionel e… ahn… Nós nos encontramos e ficamos à toa por dois dias, fazendo nada, só rindo um do outro e brincando *tira o cabelo dos olhos* porque nós não nos encontrávamos *mexe o cabelo novamente* desde que eu tinha 8 anos de idade ou coisa assim.”

A: “Como você conheçeu Lionel Ritchie?”

MJ: “Ele costumava abrir meu grupo, Os Jackson 5, nas primeiras turnês… como os Commodores, e depois que ele… se apresentava… ele saía e controlava os fãs… Então ele era também como um guarda-costas… em frente ao palco, segurando toda a garotada… então hum… nós tínhamos uma ótima relação, e rimos sobre os velhos tempos… tínhamos muita coisa para colocar em dia… então conversamos e rimos e jogamos coisas um no outro e fizemos piada… e ahn… não tínhamos feito nada. Então no terceiro dia… hum… acho que era o terceiro… *coça o nariz* eu acordei com a melodia na minha cabeça.”

A: “Em algum momento o Sr. Ritchie trouxe-lhe alguma melodia?”

MJ: “Sim, Lionel trouxe algo pra mim… Ele também tinha algo em mente.”

A: “O que era?”

MJ: “Hum…”

A: “Pode cantar?”

MJ: “Sim, ele tinha… *coça o lábio* hum… Acho que ele colocou na fita… e ela cantou pra mim… Ele… ele… *coçando nariz* Ele disse: ‘Isso é tudo que tenho e espero que você goste…’ Foi assim: *canta a melodia de we are the world, we are the children* da de da dum… da de da dum dum… E foi isso.”

A: “E você gostou?”

MJ: “Sim, eu disse: ‘é legal…’”

A: “E o que aconteceu?”

MJ: “Eu disse: ‘bem, ouça isso…’ E… e cantei pra ele…ahn… o que eu… ahn… não! Não foi isso que aconteceu! Eu disse ‘Tenho algo em mente também.’ – Eu disse: ‘Mas quero ir ao estúdio e juntar tudo primeiro, e aí eu deixo você ouvir.’ Então fui ao estúdio e gravei *canta* There comes a time when we need a certain call… da da dum… Tudo, a bridge e…”

A: “Você poderia rapidamente demonstrar como você criou isso? Ahn… bem, deixe-me refazer a pergunta… Você alguma vez colocou essas suas idéias para ‘We Are The World’ numa fita?”

MJ: “Sim, coloquei.” *coçando o lábio*

A: “Você sabe onde a fita está?”

MJ: *ri* “Não, eu nunca guardo minhas fitas… Não sou organizado nesse aspecto…” *ri*

A: “Você pode nos demonstrar rapidamente como criou… ahn… algumas das… a música que você criou para ‘We Are The World’?”

MJ: *coçando o lábio* “Ok… Eu… eu lembro muito bem de me ajoelhar e orar a Deus agradecendo pela melodia que veio em minha mente, porque eu estava satisfeito com ela… quando acordei na manhã seguinte eu disse: ‘Isso é tão bonito’, e fui para o gravador de fita… E era *canta* Duh duh duh dum…. Duh duh duh duh duh duh duh *coçando a cabeça**coçando o lábio* Da da da…da da da da da da da…. Começando verso… *canta o refrão* da dee da dum… Então eu gravei essa parte… da dee da da dum…”

A: “Você também trabalhou na harmonia?”

MJ “As harmonias… Eu… trabalhei… Do mesmo jeito que fiz com ‘The Girl Is Mine’, sem diferença… Os instrumentos de corda… depois o contrabaixo… as cordas e a bridge… Do mesmo jeito… a mesma lei… deixando a música criar a si mesma.”

A: “Você por acaso fez uma demo de ‘We Are The World’?”

MJ: “Sim, eu fiz.”

A: “Você lembra onde ela está?”

MJ: “Não consegui achar a fita pra hoje. Queria saber onde ela está, porque gostaria de ouvi-la… *coçando o nariz**sorrindo* só pra dar umas risadas…”

MJ: *tirando a jaqueta… olhando para o “homem do microfone” enquanto percebe que o microfone foi junto com a jaqueta…**sorri**inclina a cabeça*

MJ: *colocando o microfone na camisa – enquanto isso o microfone está falhando**vira-se para o “homem do microfone”* “É assim?” *balança a cabeça afirmativamente* *uma mecha do cabelo bate no microfone**puxa o cabelo do microfone, faz barulhos altos**coloca o microfone em outra parte da camisa* “Que tal aqui?” *olha em volta da sala**olha para o “homem do microfone”**balança a cabeça afirmativamente**sorri*

*Promotor aproxima-se para fazer a MJ algumas perguntas. Eles evidentemente não se incomodam muito um com o outro*

P: “Sr. Jackson, você tem ou já fez coleção de materiais musicais?”

MJ: *bebendo chá* “… Uma coleção de materiais musiais?”

P: Sim… uma coleção.”

MJ: *coçando a mão* “… Eu adoro ir às lojas… comprar discos…”

P: “Como disse?”

MJ: “Adoro ir à loja comprar discos…”

P: “… A pergunta é: você alguma vez já fez coleção de materiais musicais?”

MJ: “… Uma coleção que eu compro na loja de música…”

P: “Ok… Essa coleção incluía material de alguma outra origem a não ser o que você comprava…”

MJ: *ri*

P: “… da loja de música?”

MJ: “Não.” *sorri**bebe chá*

P: “Quando você começou pela primeira vez a fazer essa coleção?”

MJ: *mexendo o cabelo* *preparando-se para estalar os dedos**aperta as mãos**então estala os dedos* “Não lembro.” *bebe chá*

P: “Sr. Jackson… a coleção…”

MJ: *colocando mel numa colher*

P: “… você já manteve uma coleção… de materiais musicais… que incluíam… músicas não lançadas?”

MJ: … *coloca a colher com mel no chá* “Que eu tenha escrito…?”

P: “Você alguma vez já manteve uma coleção musical…”

MJ: *mexendo o chá com a colher*

P: “… que continha músicas não lançadas… escritas por outra pessoa?”

MJ: “Não.” *retira a colher**toma o chá*

P: “Em 1977…”

MJ: *bebendo o chá*

P: “… você manteve uma coleção de materiais musicais?”

MJ: “… Minha loja de discos favorita é a Tower Records… *lambendo o mel do polegar* Eu coleciono fitas cassetes e CDs… da Tower Records… ” *olha para o promotor*

P: “Onde você guardava o material musical que você comprava…”

MJ: *rindo*

P: “… da loja de discos?”

MJ: *ainda rindo**brincando com os óculos de sol* “Em todo lugar…”

P: “Não havia nenhum local particular?”

MJ: “Não.” *sorri*

P: “Era jogado em qualquer lugar, é isso?”

MJ: “Jogado por aí…” *sorri*

P: “Você afirma que, quando recebia cassetes de músicas pelo correio, nunca as escutava?”

MJ: *suspira* “Qualquer fita cassete que chegue pra mim pelo correio, o que é muito raro, eu jogo fora… E nossa política em relação a fitas que chegam ao escritório, que são canções escritas por outras pessoas, é simplesmente devolvê-las. Se eu estiver na rua, se estiver numa loja de discos, e alguém tem uma canção e chega pra mim e diz: ‘Michael! Eu sou um compositor, e quero fazer como você! Escute minha canção!’, eu digo ‘Não posso pegar sua fita…’ Eu simplesmente não pego fitas… Eu mesmo sou um compositor, escrevo minhas próprias canções… Não tenho que pegar as canções dos outros.”

P: “Minha pergunta para você é: é verdade que as canções que você recebe pelo correio… que você…”

MJ: *limpando a garganta bastante alto* “Desculpe…”

P: “… que você NÃO as ouve?”

MJ: “Eu não as ouço.” *limpando a garganta**bebendo água*

P: “Sr. Jackson, a coleção que você tem… ahn… consiste de canções que você começou, que você não gostou… mas que você não gostou… e largou-as, ou você as suspendeu?”

MJ: “Existem certas canções que eu tenho, que eu escrevi… e que simplesmente não as acho boas o bastante. Ou eu gosto na hora, mas outra aparece que me faz largar aquela música… que é mais forte para mim… então, simplesmente deixo aquela música por lá.”

P: “Você tem uma coleção. Em que essa coleção consiste?”

MJ: *baixa a colher* “Gen Campabell, Jonny Mathis, The Carpenters, The Eagles… hum… de quem mais eu gosto? Steve Wonder… Eu amo os Bee Gees, amo James Brown… *movendo o chapéu* … Aretha Franklin… Todos o pessoal antigo da Motown dos anos 60… Hum… quer que eu continue?”

P: “Bem, se você preferir.”

MJ: “Hum… *encolhe os ombros* Ok… *faz estalo com os lábios* … quem mais? Hum… Amo Herman’s Hermit’s, amo… os Beatles, amo muito… ahn… os Irmãos Sherman, os quais acho muito bons… hum… de quem mais eu gosto? Hum… Stevie Wonder eu já disse… Esses são todos que me vêm à cabeça agora.”

MJ: *bebendo água* Esqueci Rodgers e Hammerstein, eu os amo…”

P: “Sr. Jackson, você testemunhou diretamente que Lionel Ritchie… ahn… afirmou que você escreve músicas rapidamente… que você poderia escrever um álbum em uma semana. Você recorda disso?”

MJ: “Sim.”

P: “Onde você e o Sr. Ritchie trabalharam na canção que finalmente tornou-se conhecida como ‘We Are The World’?

MJ: “Em minha casa.”

P: “Em mais algum lugar?”

MJ: “Bem, quando eu estava ensinando todos como cantar as partes… todas as diferentes celebridades… *garganta parecendo dolorosa*… no A&M Studios, eu acho…” *faz caretas de dor*

A: “Ahn… Sr. Jackson… como está se sentindo?”

MJ: “Nada bem.”

A: “Vamos a um intervalo.”

*Depoimento é retomado em 10 de novembro (após dois dias de intervalo)*

*Outro homem está entrevistando Michael agora, mas não estamos certos de quem ele é, então vamos apenas nomeá-lo como ‘PR’ de procurador*

PR: “Deixe-me mostrar-lhe um documento e perguntar-lhe se você já o viu antes… Poderia nos dizer o que é esse documento?”

MJ: *lendo* … *exatamente 86 segundos depois* “Parece um contrato de gravação.” *mastigando Ricola ruidosamente*

PR: “Você está no mundo das gravações há algum tempo…”

MJ: “Há algum tempo… ” *parece irritado*

PR: “… e você entende o que… aquela segunda sentença no parágrafo 1 diz, que fala sobre seleção de composições… Você sabe o que isso significa?”

MJ: “Claro.”

PR: “O que significa?”

MJ: “As seleções… a escolha das músicas.”

PR: “Certo… então significa… significa que esse acordo diz que a escolha das… que o direito de escolha das músicas é seu e de Quincy Jones…”

MJ: *balançando a cabeça afirmativamente*

PR: “… mutuamente?”

MJ: “Acordo mútuo… *balança a cebeça afirmativamente* Sim.”

PR: “Certo… ok…”

MJ: “Nós escolhemos juntos…”

PR: “Certo. Agora, pela sua experiência no mundo das gravações, seria justo dizer que, sob o contrato, a Epic teria direito à aprovação final da mixagem, na edição?

A: “Objeção!”

MJ: *ri*

*Parece que uns 20 homens estão falando ao mesmo tempo*

MJ: *ri novamente*

PR: A gravadora não tem sempre o direito de aprovar a mixagem e a edição?”

A: “Objeção!”

PR: “A fita master final?”

MJ: “A final não…”

PR: “Quando você entrega uma fita master à gravadora, ela pode rejeitá-la?”

MJ: “Pode o quê?”

PR: “Rejeitá-la…”

MJ: “… Eles podem rejeitá-la…”

PR: “Está bem, era tudo que eu queria saber…”

PR: “No primeiro… no primeiro.. no primeiro contrato dos Jacksons com… ahn… a CBS como artistas, você recorda se Os Jacksons tinham o direito de… sob aquele contrato… de fornecer ou suprir músicas ou produzir um certo número de canções por álbum?”

MJ: “No contrato da Epic?”

PR: “Sim.”

MJ: “Não tenho certeza, mas acho… *funga* … que nós tínhamos o direito… três canções… por álbum.

PR: “Você se lembra quem produziu o primeiro… ahn… álbum dos… dos… dos Jacksons pela CBS?”

MJ: “Sim.”

PR: “Quem foi?”

MJ: “Gamble e Huff.” *lambendo os lábios e depois limpando os cantos da boca com os dedos*

PR: “E você lembra de quantas vezes, você diz três… que você, que… ahn… Os Jacksons tiveram o direito de fornecer canções para esse álbum…?”

MJ: “De escrever três, isso… eu e meus irmãos…. Não estou certo mas acho que sim…”

PR: “Você lembra o nome desse álbum, do primeiro álbum?”

MJ: “Eu acho… não tenho certeza… De…”

PR: “Seria Goin’ Places?”

MJ: “Pode ser.”

PR: “É esse o nome?”

MJ: “Ou Destiny… Não tenho certeza.”

PR: “Se você tivesse o direito de dar duas ou três canções, quantas você acha que normalmente adicionaria ao álbum?”

MJ: “Oh, puxa… 15…” *funga*

PR: “Agora, você lembra o nome do segundo álbum gravado pelos Jacksons sob contrato da CBS?”

MJ: “Nossa… não tenho certeza, não sei se foi Triumph ou Destiny ou Goin’ Places… Não tenho certeza da ordem…” *ri*

PR: “Outro dia você afirmou que escreveu 30… você… você… você… você escreveu 30… escreveu, publicou de 30 a 40 melodias como um compositor, certo?”

MJ: “… Algo assim… Não sei o número exato… *sorri* *ri* Eu nunca contei…”

PR: “E você não… ahn… Você inclui frases musicais comuns nas canções que escreve?”

MJ: *coçando a nuca* “Frases musicais comuns…”

PR: “Você sabe o que é isso?”

MJ: “Sim, mas não sei se você sabe o que significa…” *sorri*

PR: “Bem, deixe-me perguntar por quê você não nos diz o que significa…”

MJ: “Eu não sei, eu…”

PR: “O que é uma frase musical comum?”

MJ: “Uma frase musical comum…”

PR: “Sim.”

MJ: “Uma frase musical poderia significar… uma nota… *sorri* um tom…” *encolhe os ombros*

PR: “Você já ouviu falar no termo ‘frase musical comum’ antes?”

MJ: “Sim, mas a maneira que você o usou na pergunta… foi diferente… Então não estou certo se entendi o que você quis dizer…”

PR: “Ok… Bem, então deixe-me perguntar… você poderia nos contar o que é uma frase musical comum?”

MJ: *ri* “Uma frase musical comum… *canta* Heeeeeeeee.”

PR: “… Isso é uma frase musical comum? “

MJ: *balança a cabeça afirmativamente* “Isso pode ser uma frase musical comum…”

PR: “Estou apenas lhe perguntando… ahn… vou fazer uma pergunta pra você… ahn… dar uma lista de… ahn… canções… e vou lhe perguntar sobre cada uma delas.”

MJ: *balançando a cabeça afirmativamente* “Ok…”

PR: “Já ouviu falar de uma canção chamada ‘She’s Not A Girl’?”

MJ: “Sim.”

PR: “Quem a escreveu?”

MJ: “Eu escrevi.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Desculpe?”

PR: “Ela foi gravada e lançada?”

MJ: “Foi gravada mas nunca lançada… é ahn… é… *coçando a bochecha*… uma demo… ” *funga*

PR: “Desculpe?”

MJ: “É uma demo que fiz… Acho que na casa de Encino…”

PR: “Sabe em que ano?”

MJ: “Não.”

PR: “E sobre a canção chamada ‘You Ain’t Gonna Change Nothin”?”

MJ: “Escrevi essa.” *balança a cabeça afirmativamente*

PR: “Ela foi lançada?”

MJ: “Não.” *limpando canto da boca com o dedo*

PR: “E sobre ‘Lucy Is In Love With Linus’?”

MJ: “Escrevi essa.” *lambendo canto da boca*

PR: “Lançada?”

MJ: “… Nunca lançada.”

PR: “‘Who’s The Girl With Her Hair Down’?”

MJ: “Escrevi.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca.”

PR: “‘Lonely Man’?”

MJ: “Escrevi.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca.”

PR: “‘Going To Rio’?”

MJ: “‘Going’ o quê?”

PR: “‘Going To Rio’.”

MJ: “‘Going To Rio… eu a escrevi.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “Lembra-se de quando a escreveu?”

MJ: “Não, mas foi… antes de…ahn… Thriller, antes de Off The Wall…”

PR: “‘Tomboy.’”

MJ: *começa a balançar a cabeça como se fosse ao som de alguma batida, creio que a batida de ‘Tomboy’* ‘Eu a escrevi.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “Sabe quando a escreveu?”

MJ: “Eu escrevi ‘Tomboy’ durante… o álbum Bad… isso foi depois de Thriller… então… não sei as datas.”

PR: “‘Buffalo Bill’?”

MJ: “‘Buffalo Bill’ foi escrita depois… Eu escrevi… ahn… ‘Billie Jean’… então ela foi escrita depois do… álbum Thriller… *balançando a cabeça afirmativamente* … sim.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “‘Al Capone’?”

MJ: “‘Al Capone’ foi escrita depois do álbum Thriller… nunca lançada… eu a escrevi.”

PR: “‘Michael McKeller’?”

MJ: “… ‘Michael McKeller’?”

PR: “Sim.”

MJ: *sorri*

*um rapaz ri*

MJ: “Como você sabe de ‘Michael McKeller’?*ri* Escrevi ‘Michael McKeller’…”

PR: “Escreveu?”

MJ: “Sim.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.” *ri*

PR: “‘Thank You For Life’?”

MJ: “‘Thank You For Life’… escrevi essa.”

PR: “Você sabe quando?”

MJ: “‘Thank You For Life’ foi escrita… cara… antes de Off The Wall… Não sei a data, mas foi por aí… Se eu pudesse adivinhar…. Você quer que eu adivinhe?”

PR: “Não, nós não queremos que você adivinhe.”

MJ: “Bem… *balança o ombro* então não posso dizer.”

PR: “Ela já foi lançada?”

MJ: “Nunca.” *funga*

PR: *“‘Much Too Soon’?”

MJ: “… Escrevi *‘Much Too Soon’.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.” *bebendo água*

PR: “‘What A Lonely Way To Go’?”

MJ: “… Escrevi… essa.”

PR: “Sabe quando?”

MJ: … *faz o zunido de alguma melodia*… “Antes de Off The Wall.”

PR: “Lançada?”

MJ: *suspira**ficando enfadado* “Nunca lançada.”

PR: “‘Who Do You Know’?”

MJ: “Escrevi ‘Who Do You Know’.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “‘You Are A Liar’?”

MJ: “Escrevi… ‘You Are A Liar’.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “‘Cry’?”

MJ: “Escrevi ‘Cry’.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “‘Make A Wish’?”

MJ: “… Não consigo me lembrar dessa… Só um minuto… Não consigo lembrar dela.”

PR: “‘Crack Kills’?”

MJ: “Escrevi essa.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “‘Free’?”

MJ: “… Escrevi essa.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “‘Fly Away’?”

MJ: “Escrevi.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca.”

PR: “‘Children’s Hour… *ele pronunciou hour como are*… Seria ‘Children’s Hour’?” *pronuncia certo*

MJ: *sorri* Escrevi essa.”

PR: “Ela foi lançada?”

MJ: “Nunca.”

PR: “‘Baby Smiles’?”

MJ: “Escrevi.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “‘A Baby Smiles’?”

MJ: “Escrevi… é a mesma.”

PR: “‘Sister Sue’?”

MJ: “Escrevi.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.” *sorri*

PR: “‘Little Susie’?”

MJ: “Escrevi essa.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “‘Tragedy Of A Tee…’ cheerleader?”

MJ: “‘Tragedy Of A Cheerleader’… escrevi essa.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “‘Get Around’?”

MJ: “Escrevi.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca.”

PR: “‘Little Girls’?”

MJ: “… Não consigo lembrar dessa.”

PR: “‘In The Valley’?”

MJ: “Escrevi.”

PR: “Lançada?”

MJ: “… *levanta um dedo* … Pode… Pode esperar um segundo?… ‘Little Girls’… eu lembro. Sim, escrevi essa. Nunca lançada.”

PR: “E ‘In The Valley’?”

MJ: “Escrevi.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “‘Red Eye’?”

MJ: “Escrevi.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “‘I Forgive You’?”

MJ: “Escrevi.”

PR: “Lançada?”

MJ: *bebendo água* “Nunca lançada.”

PR: “‘Why Shy’?”

MJ: “Escrevi.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “‘I Have This Love Of Me’?”

MJ: “… Escrevi.”

PR: “Foi lançada?”

MJ: “Não.”

PR: “‘Llama Lola’?”

MJ: “Escrevi.”

PR: “‘California Grass’?”

MJ: “Escrevi.”

PR: “‘Kentucky’?”

MJ: “Escrevi.”

PR: “Sabe quando a escreveu?”

MJ: “Nossa… *movendo a cabeça*… 70 e alguma coisa, mas não lembro exatamente.”

PR: “‘Someone Put Your Hand Down’?”

MJ: “Escrevi.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Essa tem uma história interessante… ahn… Escrevi a original, e depois ela foi mudada, e então eu a *coçando o lábio* co-escrevi com Teddy Riley… e foi lançada, mas… como um tipo de promoção da Pepsi… ahn… uma edição limitada dela foi lançada.”

PR: “Você sabe em que ano foi?”

MJ: “… Acho que ano passado, não foi?” *vira-se para alguém do lado* Eu acho.”

PR: “… K… ‘Do You Know Where Your Children Are’?”

MJ: “Escrevi essa.”

PR: “Foi lançada?”

MJ: “Nunca.”

PR: “‘Bad Girl’?”

MJ: “Escrevi.”

PR: “‘Lonely Bird’?”

MJ: “Escrevi.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca.”

PR: “‘Smooth Criminal’?”

MJ: “Escrevi.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Sim.”

PR: “Em que álbum?”

MJ: “No álbum Bad.”

PR: “‘P.Y.T.’, a versão original?”

MJ: *ri* “Escrevi essa com… ahn… Greg Philliganes.”

PR: “Lembra-se em que ano?”

MJ: “Não.” *move o cabelo*

PR: “‘Cheater’?”

MJ: *sacode a cabeça* “Escrevi… escrevi essa… *aponta* Eu co-escrevi essa.” *bebendo água*

PR: “Foi lançada?”

MJ: “Não.”

PR: “‘People Have To Make Some Kind Of Joke’?”

MJ: “Escrevi.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “Houve um co-escritor?”

MJ: “… Só um minuto para eu pensar. *pensando* … Não tenho certeza. Pode ter havido um co-escritor nessa.”

PR: “Teria sido Paul Lankin?”

MJ: “Pode ter sido, sim.”

PR: “‘Alright Now’?”

MJ: “Escrevi.”

PR: “Sozinho ou co-escrita?”

MJ: “…Acho que escrevi essa com meu irmão.”

PR: “Já foi lançada?”

MJ: “Não.”

PR: “‘Scared Of The Moon’?”

MJ: “… Sim.”

PR: “‘Scared Of The Moon’?”

MJ: “Ahn… nunca lançada… co-escrita.”

PR: “Com Buzz Cohen?”

MJ: “Sim.”

PR: “‘Neverland’s Landing’?”

MJ: “Co-escrita.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “‘We Are The Ones’?”

MJ: “… Eu escrevi.”

PR: “Co-escrita ou escrita solo?”

MJ: “Solo.” *coça atrás da cabeça*

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “‘What Was Your Life’?”

MJ: “… ‘What’s Your Life’?… *coçando atrás da cebaça* Chama-se ‘What’s Your Life’.”

PR: “Ok.”

MJ: “… Eu a escrevi com meu irmão Jermaine.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “‘Fantasy’?”

MJ: “… *coçando a bochecha*…Co-escrita com meu irmão.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca.”

PR: “‘The Sky Is The Limit’?”

MJ: “… Co-escrita.”

PR: “Com quem?”

MJ: “Meu irmão.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “‘Saved By The Bell’?”

MJ: “Co-escrita com meu irmão.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “‘Chicago 1945′?”

MJ: “Co-escrita.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca.”

PR: “‘Make Or Break’?”

MJ: “Co-escrita.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “‘Turning Me Off’?”

MJ: “Eu escrevi essa… ahn… co-escrevi.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “‘Sunset Driver’?”

MJ: “Co-escrevi.”

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca lançada.”

PR: “‘Far Far Away’?”

MJ: “Escrevi…” *coçando o lábio*

PR: “Lançada?”

MJ: “Nunca.”

PR: Você teve um co-escritor nela?

MJ: “Não que eu lembre.”

PR: “‘State Of Shock’?”

MJ: “Lançada… co-escrita.”

PR: “‘Get On The Floor’?”

MJ: “Lançada… co-escrita.” *funga**sorri para alguém*

PR: “Deixe-me perguntar sobre ‘P.Y.T.’… Bem, antes de perguntar, dessas músicas nunca lançadas que eu acabei de citar, você lembra … há quanto tempo atrás elas foram escritas?”

MJ: “Algumas delas.”

PR: “Você diria a mais antiga… aquela escrita há mais tempo atrás?”

MJ: “‘Thank You For Life’.”

PR: “Em que ano?”

MJ: “… 73…74… por aí.”

PR: “Agora… essas músicas… quando você as escreve…. você volta para elas de tempos em tempos? Entende minha pergunta, Sr. Jackson?”

MJ: “Se quando eu as escrevo…. eu retorno a elas de tempos em tempos?”

PR: “Sim. Deixe-me perguntar isto… em que forma elas…. quando você as escreve, em que forma elas estão? Na forma de partituras? Na forma de notas, ou… ou estariam numa fita cassete?”

MJ: “Quando você fala de escrever, refere-se a caneta e papel?”

PR: “Isso.”

MJ: “Hum… Deus… eu escrevo coisas em papel higiênico… pode ser em… qualquer coisa.”

PR: “Certo.”

MJ: “No local mais próximo… por aí… .”

PR: “Certo…”

MJ: “Escrevo nas paredes.”

PR: “Outro dia você afirmou que, quando compõe, hum… hum… canções…”

MJ: *balançando a cabeça afirmativamente*

PR: “… ou ritmos, grava-os numa fita.”

MJ: “É verdade.”

PR: “Eu pergunto como as músicas que acabei de citar para você, que não… que não foram lançadas…”

MJ: *balançando a cabeça afirmativamente* “Sim.”

PR: “hum… elas… elas são mantidas numa fita cassete?”

MJ: “Às vezes.”

PR: “Às vezes… hum… daquelas músicas que citei, não lançadas… quantas delas você diria que estão numa fita cassete?”

MJ: “… A maioria delas.”

PR: “E onde estão guardadas? Na sua coleção?”

MJ: “Sim.” *ri*

PR: “Agora, aquela música que eu… nós falamos, que foi feita ano passado… se você recordar… para um projeto da Pepsi, ou de outra coisa… se eu conseguir achá-la…” *folheando papéis muito apressadamente*

MJ: … *sorri* …. “Someone Put Your Hand Out.”

PR: *sussurrando* “Someone Put Your Hand Out… Humm…”

MJ: *funga*

PR: *ainda folheando papéis* “Eu creio que se chama Someone Put Your Hand Down…”

MJ: “Hand OUT.” *mordendo canto da boca**bebendo água*

PR: “Certo… a original foi mudada, você diz… foi co-escrita… co-escrita com Teddy Riley?”

MJ: “Sim.”

PR: “Ela foi originalmente escrita com Teddy Riley?”

MJ: “Não.”

PR: “Então… foi naquela forma… numa fita cassete que você voltou e arrumou-a com Teddy e fez mudanças?”

MJ: “Sim… Eu a escrevi originalmente, anos atrás… e.. ahn… arrumei-a e ahn… Teddy adorou e fizemos algumas mudanças… Mudamos apenas o primeiro verso…”

PR: “Humm.”

MJ: “… e eu dei para ele os créditos de co-escritor.” *encolhe os ombros*

PR: “Certo… e as fitas às quais você retorna de tempos e tempos … nós livremente chamamos de coleção… foi uma escolha de palavras sua, uma coleção… Eu pergunto, onde essas músicas são mantidas em sua casa? Em algum lugar central?”

MJ: “Sim.” *movendo o cabelo*

PR: “Sr. Jackson, você lembra de quando Blues Away foi lançada?”

MJ: “Não.”

PR: “Você… não se lembra de quando Blue Away foi lançada?”

MJ: “Não, não lembro.”

PR: “Mas ela foi a primeira canção que você escreveu que foi lançada, não? É verdade?”

MJ: “… Sim.”

PR: “Don’t Stop ‘Til You Get Enough… Greg Philliganes fez algo nesta música?”

MJ: “Sim… a bridge… duh duh duh… duh duh duh… duh duh duh, duh duh duh, duh duh duh… ele criou essa parte.” *coçando o lábio*

PR: “Existiu uma versão posterior de P.Y.T.?”

MJ: “Sim.”

PR: “Você sabe quem escreveu?”

MJ: “James Ingram… e Quincy Jones.”

PR: “Você teve créditos de co-escritor nela?”

MJ: “Não, porque eu não escrevi essa… Escrevi a original…. com… ahn… Greg Philliganes…”

PR: “O que aconteceu com a original?”

MJ: *coçando o lábio* “Quincy queria uma música rápida, a minha era mid tempo.”

PR: “Das músicas seguintes: Cheater, People Have To Make Some Kind Of Joke, Love Never Felt So Good, Alright Now, Scared Of The Moon, Never… Neverland Landing, We Are The Ones, What’s Your Life, Fantasy, The Sky Is The Limit, Saved By The Bell, Chicago 145…”

MJ: “1945.”

PR: “… 1945… Eu disse 145?”

MJ: “Ah ham.”

PR: “1945. Destas músicas… desculpe-me, deixe eu acrescentar Sunset Driver, Far Far Away e State Of Shock… Estas músicas estão… nos documentos de uma companhia de publicação? Você entende?”

MJ: “Da primeira vez que você me perguntou sobre Far Far Away, eu disse que não lembrava dela?”

PR: “Você disse que não conseguia lembrar se você mesmo a escreveu ou se foi co-escrita…”

MJ: “Eu lembrei agora… foi co-escrita.”

PR: “Você sabe qual a companhia de publicação que tem aquelas canções?”

MJ: “Não.”

PR: “Na sua companhia de publicação?”

MJ: “… Sim, mas não lembro o nome…”

PR: “… Já ouviu falar de uma música chamada You Were There?”

MJ: “… You Were There? Claro, eu a escrevi com… ahn… Buzz Cohen… para Sammy Davis Jr.”

PR: “Lembra-se onde você estava… você e ele estavam… quando escreveram essa música?”

MJ: “Sim… hum… Não sei o local exato… *sorri* era uma lugar como o Shrine Auditorium… *gesticulando com as mãos* Pode ter sido o Shrine, não tenho certeza.” *coçando o lábio*

PR: “Isto também está nos documentos de sua companhia de publicação?”

MJ: “Sim.”

PR: “Agora, quando você começou a trabalhar no seu primeiro álbum solo… primeiro álbum solo… que veio a se chamar Off The Wall…”

MJ: *piscando lentamente*

PR: “… você tinha um estoque de músicas compostas por você… ahn… para serem submetidas a esse álbum?”

MJ: “Off The Wall? Se eu tinha um estoque de músicas escritas por mim destinado ao álbum Off The Wall?”

PR: “Que você… escreveu… que você estava…”

MJ: *mexendo o cabelo*

PR: “… submetendo a esse álbum?”

MJ: “Sim, muitas canções…”

PR: “Consegue lembrar de alguma?”

MJ: “Você citou várias delas…”

PR: “Várias delas estavam na lista que eu citei?”

MJ: “Algumas.”

PR: “Algumas delas?”

MJ: “Algumas delas estavam.”

PR: “Quantas daquelas… ahn… Qual a procedência que você e Quincy Jones empregaram para selecionar ahn… canções para aquele álbum?”

MJ: “Eu… eu escrevia a música, fazia uma demo e tocava para ele… Ele dizia se gostava ou não… e a maioria ele adorava… e nós gravávamos.”

PR: “K… No álbum Off The Wall, você e Quincy consideraram canções de escritores de fora?”

MJ: “… ô rapaz… hum… She’s Out Of My Life foi escrita por… Tom Bahler… que eu conheço há anos e anos… é um velho amigo…”

PR: “Alguém mais?”

MJ: *coçando o lábio* “Paul McCartney… é tudo o que consigo lembrar…”

PR: “Rod Temperton ofereceu algumas melodias para o álbum?”

MJ: “Ah sim… ahn… ele escreveu Off The Wall, Rock With You, hum… Burn This Disco Out… algo assim… não lembro de nenhuma outra…”

PR: “Quando foi que você conheceu Rod Temperton?”

MJ: “Não lembro…”

PR: “Não lembra?”

MJ: “Não… eu conheço tannnnnta gente…”

PR: “Bem… você conheceu Rod Temperrrrrrrrton… *atrapalha-se com o nome* … Temperton durante o projeto de Off The Wall, não?”

MJ: *balançando a cabeça afirmativamente* “Sim.”

PR: “Foi então a primeira vez que você o viu?”

MJ: “… Sim.” *balançando a cabeça afirmativamente e sorrindo para alguém**alongando-se, deixando seu casaco de couro bater no microfone**funga**balançando os ombros*

PR: “Agora… Rod Temperton ofereceu algumas canções para o álbum Thriller, correto?”

MJ: “Sim, ofereceu.”

PR: “Houve uma música chamada Rolling In The Dice?”

MJ: “Sim. Roll In The Dice… nós fizemos uma demo em… em Hayvehurst, mas nós… nós nunca… lançamos… nós não achamos que… nós não achamos que fosse forte o bastante.”

PR: “Houve uma música chamada Hot Street?”

MJ: “Sim… *sorri* Eu gosto de Hot Street, eu a amo! Mas eles não… Quincy e Rod não achavam boa o bastante… Eu a achava maravilhosa.”

PR: “Você se lembra onde estava quando ele trouxe as canções para Thriller?”

MJ: “Sim.”

PR: “Onde?”

MJ: “Na casa de Encino.”

PR: “Na sua residência?”

MJ: “Sim, no meu estúdio.” *bebendo chá**bebendo chá novamente*

PR: “E… quem estava presente?”

MJ: *limpando chá do lábio com o dedo* “Quincy Jones… Rod Temperton… Bruce Swedien… e eu.”

PR: “Quem é Bruce Swedien?”

MJ: “Bruce Swedien é… hum… o engenheiro, o técnico responsável pelo sistema de áudio… pelo board.” *bebendo chá*

PR: “O que o Sr. Temperton fazia quando ele e Quincy iam ao seu estúdio apresentar a música?”

MJ: “… Ele tocava… na fita…no meu… acho que era no carro de Quincy… *coçando em cima da cabeça*… ou… na minha van… e… porque não tínhamos um aparelho de fita cassete no meu estúdio…. mas hum… ele trouxe um teclado… onde estão suas performances… de diferentes sons… ele pôde fazer midis daqueles sons… *coçando a bochecha*… e hum… gravá-los numa fita, na 24ª faixa.. e hum… gravá-los numa fita… e era uma forma de teste… de ver se eu gostava ou não das músicas, com minha voz testando diferentes harmonias… testando as músicas… como eu disse, nós fizemos Thriller que era hum… chamado Gimme Some Starlight, Starlight Sun… *canta no tom de thriller, thriller night…* Starlight… starlight sun… foi assim, então, era uma maneira de se testar, sabe, o que eu queria fazer.”

PR: “Certo, agora… ok, agora… ele mostrava a estrutura de cada música na sua frente… e você gravava… você cantava cada uma delas, correto?”

MJ: “Sim.”

PR: “E… entre as músicas que você cantou, estava Starlight…”

MJ: “Correto.”

PR: “Você fez algumas mudanças nela… em Starlight?”

MJ: “Sim… *coçando o queixo* …as letras e o título, e nós adicionamos a voz de Vincent Price… nós mudamos para Thriller… Bem, ele me perguntou o que eu preferiria… sobre o que seria a música… você sabe, se deixava uma coisa mais alegre… ou Thriller… e eu pensei que as crianças gostariam de algo mais divertido como Thriller… então, nós ficamos com a idéia de Thriller.” *bebendo chá*

PR: “Você mudou… você mudou Starlight musicalmente?”

MJ: “Hum… sim, um pouco…m… musicalmente eram a mesma coisa, mas nós adicionamos outras canções e coisas assim.” *bebendo chá*

PR: “Depois que você fez as mudanças, você sabe se o Sr. Temperton criou ou não partituras para o que veio a ser hoje Thriller?

MJ: *limpando a garganta* “Acho que ele não lê música… *fechando a jaqueta*… ele não…”

PR: “Ele…”

MJ: “… ele não usa partituras…” *coçando o queixo*


A gravação do depoimento termina neste ponto











Créditos


Blogger news

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...