quinta-feira, 20 de maio de 2010

P 29-A ENTREVISTA COM KATHERINE



Parte 4 do livro.



SB: Então você quer que isso seja mais do que uma conversa. Primeiramente eu quero conhecê-la e que é um grande prazer. Eu sou amigo de Michael. Ele sempre fala da senhora. Na verdade a senhora é uma das figuras centrais do livro.





Katherine Jackson: Mesmo?



SB: Oh ele adora a senhora. Fomos à Neverland e vimos o trem Katherine, a montanha Katherine. E quando ele fala da senhora os olhos dele quase se fecham e ele quase entra em êxtase entusiástico.



KJ: [risos] Ele é um filho e tanto. Ele é um filho muito bom.



SB: Oh ele te venera. Quero dizer a senhora é uma das maiores matriarcas da América. Quero dizer, quem pode alegar ter uma família que atingiu coisas que a sua atingiu? A senhora deve ter muito orgulho de seus filhos.



KJ: Eu tenho. Eu tenho muito orgulho, mas você sabe, tem que se pagar o preço.



SB: Se a senhora quiser que eu desligo o gravador , tudo bem...



KJ: Quer dizer, quando eu quiser?



SB: Quando quiser que eu desligue, eu desligo.



KJ: Tudo bem. Qualquer coisa que você queira me perguntar eu estou pronta.



SB: Você quer dizer 'pagar o preço' em termos de fama?



KJ: Sim. Quando se refere à fama, sabe, você paga o preço. Às vezes é bom, às vezes é mau. As pessoas gostam de ouvir coisas ruins. Pessoas inventam coisas sobre você e isso magoa de certo jeito, pois você percebe um monte de gente... Eles vão à TV e dizem um monte de coisas sobre você que nem eles mesmos sabem. Você vê que não é verdade, mas está acontecendo. Então você tem que ser forte para passar por isso.



SB: Como você dá conta do extraordinário talento musical em sua família?



KJ: Bom, eu sempre amei música. Meu marido também. Minha irmã e eu quando éramos jovens costumávamos cantar juntos o tempo todo e agora o engraçado disso, meu pai, veio de Indiana. Leste de Chicago, Indiana, Foi onde eu cresci. Meu pai costumava ouvir uma estação de rádio - não tínhamos televisão naqueles tempos - e essa estação era chamada "Super Time Frolic". E toda noite ela dava sinal para todo noroeste do país. Ele [o pai dela] deu para o meu filho Tito um violão. Depois que eu casei e me mudei para Gary, meu pai trouxe o violão para Tito como um presente. E os garotos depois que ganhamos uma televisão, eles costumavam assistir, sempre que os Temptations se apresentavam, isso era nos anos sessenta. Começou mesmo quando eu comecei a cantar com eles.



SB: Não tinha ouvido isso. Você costumava cantar com eles?



KJ: Você não leu sobre isso? Sim. Não, não, não profissionalmente.



SB: Não, eu entendo. Em casa...



KJ: Quando eles eram pequenos, quando eram bem jovens. Eu acho que Michael nem havia nascido ainda naquele tempo e sempre quando... Tínhamos que pagar para ter TV por um mês. E sabe, quando você compra e vai pagando por mês. E nossa TV quebrou e estava frio e nevando e nós não tínhamos... As crianças não tinham nada para fazer. Então começamos a cantar canções. Eram canções como "Old Cotton Field Back Home." Eu não si se você conhece essas canções, canções folclóricas mesmo. E mesmo antes disso, meu marido e eu costumávamos cantar juntos pela casa enquanto fazíamos nossas tarefas, harmonizando, e sempre amamos música e a família de meu marido era toda musica. Ele toca harmônica, ele costumava tocar, e violão também, e seus irmãos tocavam saxofone e trombone e meu pai tocava violão. Então apenas amávamos música e eu acho que essa foi a haste.



SB: Você não vê como algo genético?



KJ: Bom, poderia ser por que minha...



SB: Não há uma família de verdade que tenha esse registro de...



KJ: Meu avô ou meu bisavô, eu diria bisavô, e minha mãe costumavam me contar estórias sobre como eles mantinham velhas janelas de madeira onde eles costumavam abrir para cantar e se podia ouvir as vozes deles ecoando pelo campo e não havia mais nada para fazer. Isso era a coisa mais barata que se podia fazer para entreter você e sua família, pois não havia muito dinheiro para sair na época, então tínhamos que nos entreter com música. Violões e harmônicas.



SB: Então você acha que essas famílias eram mais felizes do que as famílias de hoje que têm dinheiro?



KJ: Oh sim, eu acho. Eu realmente acredito nisso. Pois mesmo quando morava em Gary eu era muito mais feliz de certa forma. Eu sou feliz hoje, mas... As famílias eram mais próximas e eu acho que toda família sente que quando são pobres, são mais próximas.



SB: Algumas das perguntas que eu tenho... Vamos começar primeiro com Michael. Ele queria que eu a conhecesse, pois a senhora tem muitas estórias para contar que ele possa ter esquecido. Por exemplo, o quê fez ele o que ele é? E não estou falando do lado musical. A maioria das estrelas de Hollywood que ganhou muito dinheiro e são mundialmente famosas são arrogantes e egocêntricos. Não estão interessados nos jovens. Essa é última coisa na qual eles se interessariam. Primeiramente, Michael vivia em casa até os 27 anos, o que é incrível. Quero dizer, quem ouviu sobre isso... Macaulay Culkin se mudou quando ele tinha uns 11 anos [eu estava exagerando]. Como a senhora lida com essa suavidade e gentileza dele, o amor dele pelos animais e pelas crianças, pela sensibilidade pela vida que ele tem? Ele é como um garoto, coisas o surpreendem e o assombram. como a senhora lida com isso?



KJ: Você sabe que essas perguntas que fez são difíceis de responder de certa forma. Mas, cada um deles costumava ter um gato e eu disse, " Você podem ter um gato, mas não o traga para dentro," e as coisas foram assim por anos antes de virmos para Califórnia.



SB: Então aqui ele já estava demonstrando isso desde a tenra idade.



KJ: O amor por animais desde cedo e Janet era outra que amava animais desde pequenina. Não temos uma regra, mas os animais ficam lá fora. Animais corriam perdidos, Estavam em todo lugar. Depois que viemos para a Califórnia ele pode ter animais, então eles tinham cobras e uma ovelha. Aqui em Encino tínhamos um pequeno zoológico. Tínhamos uma girafa. Ele amava essas coisas. Sabe, eu acho que é por isso... Vou te dizer no que eu acredito, É por isso que quando voltamos para Indiana, foi ruim. Gary, Indiana, era lugar ruim. E meu marido, ele não deixaria as crianças saírem e ficar com... com os outros jovens da vizinhança.



SB: Por que nada disso entrou na cabeça de Michael? Por que ele ficava em casa? Ele me disse " Sou da moda antiga. Fico em casa até me casar!" Você o criou com esses valores? Com que fé a senhora o criou? Michael é fundamentalmente uma pessoa suave e sensível. De onde vem isso?



KJ: Eu odeio dizer isso.



SB: Todos os outros são como ele?



KJ: A maioria deles, sim. Eu diria que - e eu odeio dizer isso. Eu costumava dizer à ele o tempo inteiro que era muito parecido comigo e eu não queria que ele fosse assim.



SB: Foi exatamente o que ele disse.



KJ: [risos] Eu costumava dizer para ele, "Não quero que você seja assim. Você é um homem. Você tem que ser forte. Sabe. Mas ele é gentil. Ele é apenas um homem gentil.



SB: Então o que a senhora está dizendo é que a brandura dele vem da senhora. Ele era mais apegado à senhora do que ao pai.



KJ: Oh sim.



SB: Então ele te tomou como exemplo.



KJ: Oh sim.



SB: E ele de verdade acredita em ser gentil do que ficar magoado e infringir dor em alguém.



KJ: Nada mau.











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domingo, 16 de maio de 2010

P 28 - MICHAEL E O AMOR DE SEUS FÃS: UMA RUA DE DUAS MÃOS




SB: Deixe eu te perguntar isso. Vendo que você ficou em algo como desvantagem quando criança, sem ter tido amor que você precisava. Como você supera o que não teve? Como aprendeu a fazer as ferramentas básicas de que foi privado?





MJ: Eu acho que a música e a dança me ajudaram muito, foi como terapia. Ser capaz de expressar seus sentimentos através e canções e suas emoções no palco e ter todo esse amor milhares de vezes de volta dos fãs.



SB: Isso compensa por aquilo que você não teve?



MJ: Sim, por que um fã vem, quero dizer honestamente quando alguém vem até você e diz “Eu te amo tanto.!", isso faz meu coração se sentir tão bem. Eu nunca fico cansado disso.



SB: Verdade? Você às vezes não sente que um fã louco, um perseguidor, leva as coisas longe demais?



MJ: Não, não. Eu apenas amo isso. Eu apenas amor meus fãs. Eu amo cada pedacinho deles e o que faz meu coração feliz é quando eles apoiam as minhas crenças sobre família e crianças. Eles tê posteres de crianças e bebês e eles estã comigo, eles entendem, sabe? Eles entendem o que eu digo.



SB: Então o que você não tem dos pais você consegue dos fãs, mas há uma grande diferença. Pais deveriam te dar amor incondicional, mesmo que você não o mereça. A mãe de Bill Clinton, Virginia Kelly, uma vez foi perguntada sobre qual filho ela amava mais, Bill, quem tinha a tinha deixado mais orgulhosa por ser o presidente dos E.U.A, ou Roger, que tinha problemas com drogas e foi acusado de ser um pai que batia.



MJ: Um dos filhos?



SB: Roger, o irmão de Bill Clinton.



MJ: Ele tinha vício em drogas?



SB: Claro, estou quase certo de que ele fora preso por vender drogas.



MJ: Verdade?



SB: E ele era um pai que batia, não pagava pensão alimentícia e coisas assim. E perguntaram para ela, "Um filho era meio vagabundo e o outro era presidente, você ama mais o Bill?" E ela respondeu, "O quê? Está louco? Eu amo ambos os meus filhos. Eu os amo igualmente." Deve haver uma diferença, Michael, entre como os fãs amam você, e como sua família ama. Pais amam incondicionalmente, mas os fãs te amam por que você sabe cantar e dançar, ou você tem amor incondicional vindo dos fãs?



MJ: Isso é difícil, pois eu não estou na pele deles. Umm, eu acho que depois que descobrem quem eu sou e como eu os vejo e como os faço se sentirem bem, eles me amam incondicionalmente. Eu sei que amam... Eu sinto isso. Eu vejo isso. Você sai comigo às vezes e temos que passar por fãs enlouquecidos, você verá alguma coisa. É inacreditável, é como uma experiência religiosa. Eles dormem nas ruas, seguram velas e ficam lá com suas famílias, é lindo. Eu amo ver as crianças chegando, isso me faz tão feliz.



SB: Então esse é o caso onde eles originalmente te amam por causa da música e dança, mas então quando passam além desse ponto...



MJ: Sim, eles descobrem o que eu tenho, o que estou tentando dizer... Há uma mensagem na música que é mais do que uma batida e ritmo. Há algo realmente profundo.



SB: Por que você tem fãs tão fanáticos? Posso dizer o quão fanáticos eles são? Eu nem te mostrei ainda, mas aquele artigo que eu publiquei sobre você, após ir a Neverland no seu aniversário, gerou centenas de cartas e e-mails para nós. Você tem que ver isso. Metade dessas pessoas têm seus próprios websites sobre você. Há algo como que centenas sobre centenas de sites sobre você.



MJ: Sim, sim.



SB: Como dá conta disso? Quero dizer, todos têm fãs. è como quando conversamos sobre as Spice Girls outro dia. É claro que elas têm fãs, onde estão os fãs delas agora? Por que os seus fãs são tão 'duráveis'?



MJ: Eu acho que eles... Foi-me dado o dom por Deus e eu não tenho sido o tipo de artista "hoje aqui, amanhã se foi" e isso permite que as pessoas, o público, cresça comigo. Quando crescem comigo é mais um contato emocional e eles se sentem ligados à mim como se eu fosse um irmão. Eu tenho pessoas que vêm até mim e dizem, "Michael!" começam a conversar, me agarrando como se eu fosse um irmão. E eu ajo como se fosse mesmo, sabe, você deixar que deixar a coisa ir. Eles realmente sentem que você pertence à eles.



SB: Você os tem conhecido pela vida inteira?



MJ: Sim, a minha vida toda e eu tenho que deixar a coisa seguir. Por que eu estou nas paredes deles, eles me ouvem pela manhã, e há fotos em todos os lugares. É como um templo e alguns religiosos dizem que é idolatria, mas eu não acredito que seja.



SB: Okay, por que não é idolatria?



MJ: Eu nunca escrevi antes, nem ouvi antes os fãs afirmando que eu sou um deus. Talvez haja alguns banners que dizem " Você é deus!" Temos filmagens assim, mas não as mostramos na TV. Temos banners que dizem isso. Eu não acho que seja algo mau, pois eu estou falando de amor, vamos restaurar a família...

 




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sábado, 15 de maio de 2010

P 27 - AMBIÇÃO E PACIÊNCIA ,INVEJA E PERDÃO ,RAIVA DA IMPRENSA




SB: Eu vejo como as pessoas tentam ter um pedacinho de você. Eles querem trilhar sua trilha de fama. Querem ser vistas com você, fotografadas com você. Mas há pessoas que se aproximaram de você e que te magoaram te machucaram, que te processaram. Você tem estórias para contar onde eles chegaram à você e dizer , "Me desculpe, eu usei você. Eu sinto muito mesmo!" Você tem estórias sobre perdão?





MJ: Eu desejo. Eu gostaria que fossem doces assim para admitir seus próprios erros.



SB: Nenhuma. Nunca? Ninguém veio à você para dizer, " Desculpe, Michael, mas naquela festa naquela noite aleguei conhecer você melhor do que eu conhecia. Eu usei seu nome para ir adiante."? Você já ouviu estórias assim, onde alguém disse, "Oh sim eu falei com esse cara, Ele disse que te conhecia tão bem. Ele disse que era seu melhor amigo. E você nunca tinha ouvido falar do cara?"



MJ: Acontece o tempo inteiro. Às vezes só para não partir o coração deles eu concordo que sei de quem estão falando, pois eu não quero envergonhar a pessoa.



SB: Então você diria, "Sim, sim, Eu sei de quem você está falando."?



MJ: Quando no que eu na verdade estou pensando que não sei de que inferno você está falando.



SB: Ninguém que tenha te magoado veio te pedir desculpas? Não houve um repórter que tenha dito, "Eu escrevi isso. Desculpe!"? Eu disse para o jornalista daquele jornal, “Como pôde escrever que o presidente Clinton [ no Angel Ball] estava publicamente se distanciando de Michael quando ele o mencionou no discurso dele por três vezes?" Eu repeti as referências no discurso para ele e ele de verdade disse, " Desculpe, eu estava dando a informação errada." Ele era um cara decente. Ele disse. " Eu vou corrigir isso amanhã." Mas você nunca teve que perdoar alguém em sua vida, Michael? Já perdoou alguém sem que pedissem? Você perdoou pessoas que te magoaram?



MJ: Na presença deles?



SB: No seu coração.



MJ: Claro.



SB: Você já viu alguém fazendo maldades e conseguiu perdoar mesmo assim?



MJ: Sim, por que eu fui ensinado biblicamente: "Perdoe-os, pois eles não sabem o que fazem." E você perdoa.



SB: Você acha que é uma pessoa melhor por isso?



MJ: Sim.



SB: Então você não tem raiva no seu coração por ninguém hoje?



MJ: Eu tenho raiva da imprensa. Eu fico muito amargo, louco e zangado com eles e fico bravo com aqueles que deliberadamente inflingem dor em crianças para ferí-las. As estórias sobre o que elas fazem nas guerras com as crianças. Eu sempre tento imaginar um jeito de fazer alguma coisa sobre isso.



SB: E enquanto ao perdão? Há pessoas que te magoaram. Crianças que brigam, mas que não guardam ressentimentos. Você consegue perdoar pessoas com todo o seu coração pessoas que te magoaram?



MJ: Sim.



SB: Mesmo que eu não tenha percebido isso. Mas quando eu mencionei Roseanne Barr para você, pois eu vou ao programa de TV dela frequentemente como convidado, eu mais tarde vi que ela fez um comentário negativo sobre você sem razão aparente.



MJ: Ela tem sido má comigo. Foi por isso que eu estava hesitando.



'Roseanne é uma amiga minha e eu servi como 'casamenteiro' para suas filhas na vida real em seu talk show. Roseanne, que é judia, queria que suas filhas casassem com judeus. Sendo ela uma mãe muito devota, eu estava procurando envolvê-la na nossa iniciativa de priorização da criança. Quando eu mencionei isso para Michael, ele ficou em silêncio. Era uma marca de seu cavalheirismo que ele não falasse mal de minha amiga para mim.'



Shmuley Boteach



Depois alguém contou para mim a razão para a hesitação de Michael, pois aparentemente Roseanne uma vez fez um comentário negativo sobre ele. Mas então, eu conheci Roseanne e poderia ser que ele tenha feito o comentário por gracinha.



SB: Você poderia me contar isso?



MJ: Eu não a ataquei de forma maliciosa.



SB: Eu vi isso. Consegue perdoá-los? Não há malícia no coração deles.



MJ: Sabe, " Eles não sabe o que fazem." Palavras de Jesus. Eles nem me conhecem. Não tem fundamento no que fazem. Como podem dizer isso... Eles nem mesmo me conhecem? Você acredita nas coisas que lê?



SB: Então é perdão total?



MJ: Sim, pois Roseanne veio até mim depois, toda encolhida, me elogiando e se sentindo mal por tudo aquilo.



SB: Você tem outros exemplos?



MJ: Madonna nunca pediu desculpas. Ela é invejosa.



SB: Ela queria ser a maior estrela do mundo?



MJ: Sim, ela é invejosa.



SB: Você não consegue entender isso. Você diria, "O quê você inveja? Você faz o seu e eu faço o meu..."



MJ: Mas ao mesmo tempo ela vinha ao meu show e chorava. Ela vinha e lágrimas rolavam do rosto dela pela canção e pela apresentação da canção. Há algumas qualidades nela.



SB: Há boas qualidades nela. Mas você está dizendo que ela permitia que a inveja dela mascarasse isso às vezes. Mas se alguém faz isso, eles não precisam pedir perdão pois você apenas iria perdoá-las?



MJ: Sim.



SB: Eu vi que você tentou uma negociação com Jay Leno. Você foi à uma caridade beneficente com Elizabeth Taylor e você estava vestindo um casaco vermelho.



MJ: Marron.



SB: Você viu Jay Leno e..?



MJ: Ele estava sentado à minha mesa com o presidente Ford, Sylvester Stallone, Elizabeth Taylor, Sydney Poitier. Quando ele chegou e se sentou, eu apenas fui até ele e comecei a brincar que o estrangulava por que ele sempre fazia piadas negativas sobre mim [pois ele sempre faz piadas negativas sobre Michael] e ele fazia, "Urgghhh. Urrrggghhhh." E então Elizabeth disse, " Tem dito coisas feias sobre Michael?" E ele, "Huh?" Mais tarde naquela noite ele apertou minha mão com uma expressão calorosa e no dia seguinte ele enviou cartas para escritório que diziam, " Michael disse que viria ao meu show. Podem arranjar para que ele venha?" Eu nunca disse isso. Então eu não sei o que fazer aqui. Então em vez de chegar num canto e dizer algo feio para ele, eu escolhi não fazer isso. Eu não faria isso. Não conseguiria evitar o que eu fiz com ele (risos) [ter brincado de estrangulá-lo].



SB: Isso é bonito. Todo mundo viu?



MJ: Sim, viram. Ele tinha um pescoço grande também. Eu não consegui envolver minhas mãos nele.

SB: E enquanto a Elizabeth Taylor que é tão afetuosa com você? Ela é como sua amiga mais íntima por muitos anos. E enquanto à ela, no contexto dessas qualidades infantis?



MJ: Somos ambos do mesmo lugar...



SB: Ela é leal, certo.



MJ: Ela é leal. Somos do mesmo lugar. Ela consegue se relacionar com o mundo com o qual eu vim. Ela é curiosa. Você olha nos olhos dela e sabe. É como falar telepaticamente. Você pode sentir isso, é de verdade, sem dizer uma palavra e eu sinto que é como vê-la pela primeira vez. É como o que eu tenho com Shirley Temple [Black]. Somos do mesmo mundo.


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sexta-feira, 14 de maio de 2010

P 26 - A VIDA EM UMA 'CESTA'



SB: E enquanto a celebridade? E enquanto as coisas negativas associadas com a celebridade? Quais são as coisas negativas da celebridade? O quê não gosta em ser tão famoso quanto você é?





MJ: Eu não gosto quando você se torna um ícone, sendo uma celebridade e depois se tornar um ícone, um fenômeno internacional que foi o que aconteceu comigo - e eu não tenho vergonha de dizer isso - e a inveja que isso envolve. Eu tenho visto invejas sérias.





SB: Você sente isso entre outras celebridades, é palpável, ou você sente de alguma distância?







MJ: Eu tenho visto, mas uma vez me conheceram cara a cara, eles sempre, sempre mudam. Eles vêem que eu não sou nada como aqueles caraa. Eu tenho pessoas chorando diante de mim depois de me encontrarem. E há dois tipos de fãs. Há o tipo que diz, “Oh meu Deus, oh meu Deus!" e desmaiam e você tem que segurá-los. E há o outro tipo de fã que diz de abrupto, "Oi." e eu respondo "Oi, prazer em conhecê-lo. Qual é o seu nome?" Eles dizem o nome, mas eles têm uma atitude. Eu fico simples e caloroso com eles e então eu os vejo começar a chorar. Eu pergunto, "Por que está chorando?" e eles respondem, " Por que eu não sabia que você era assim tão legal." E eles se vão diferentes. Eu penso, "Bom, como eles pensavam que eu era?”. E eles revelam que pensavam que eu era sério e arrogante. Eu digo, "Por favor, nunca julgue uma pessoa. Eu não sou nada disso." Eles ficam tão impressionados. E eu tenho certeza que eles saem dali me amando mais, milhares de vezes mais. Nada bate a gentileza e o amor, eu acho. Simples assim.





SB: Você sempre foi capaz de derreter o mais duro dos corações com gentileza e amor?



MJ: Sim.



SB: E enquanto a inveja de outras estrelas. Há muita inveja na sua profissão?



MJ: Absolutamente. Eles te admiram e sabem que você é uma pessoa grande e amorosa, mas são invejosas, pois querem estar no seu lugar. e "M" é uma delas. Madonna é uma delas. Ela é invejosa, É uma garota, uma mulher, e eu acho que isso a incomoda. Eu acho que mulheres não gritam por outras mulheres. Os homens são descolados demais para gritar por mulheres. Eu tenho os desmaios e a adulação e ela não.






SB: A inveja não tem parte nisso? Você nunca teve inveja de alguém em sua carreira que te tenha feito trabalhar mais duro?



MJ: Nunca inveja. Admiração, completa admiração.



SB: Então admiração pode trazer metas melhores do que a inveja, pois é positiva e não negativa. Então você olha para Fred Astaire e diz, “Eu quero ser capaz de fazer isso."



MJ: Sim, absolutamente. Completa inspiração, nunca inveja. Isso é errado, mas as pessoas são como são, não são? É verdade? Pode alguém olhar para uma pessoa maior e sentir total inveja dela?



SB: Claro, mas você nunca sentiu isso?



MJ: Eu não entendo uma pessoa que faça isso.



SB: Para você sempre foi sobre inspiração? Você já se sentiu intimidado e maravilhado por aqueles que tinham um grande talento?



MJ: Pode alguém ter inveja de Deus?



SB: Claro. Olhe para Stalin e Hitler. Eles tentaram ser Deus. Eles queriam decidir vida e morte.



MJ: Uau!



SB: Por que eles perderam o senso de intimidação e maravilhamento. Deus não os impressiona. Ele os ameaça. Eles querem ser todo-poderosos, então não se submetem à autoridade de Deus. Inveja á parte, que outras coisas você não gosta em sua celebridade?



MJ: Ser famoso.



SB: Não gosta quando não pode caminhar pelas ruas?



MJ: Não, eu gosto quando as pessoas me reconhecem e são gentis e dizem, "Oi," e quando há uma multidão ou coisa assim.



SB: Quando eu estava com você naquela van, e tínhamos deixado o hotel, Michael, duas vezes vimos um jovem negro de bicicleta nos seguindo por mais ou menos 5 milhas pelos caminhos mais pérfidos de Nova York, só para pegar um autógrafo seu. E você pediu para parar o carro e deu o autógrafo. Vimos três outros garotos que, depois do jantar com o Presidente Clinton, nos perseguiu por mais ou menos uma milha à pé até você pedir para o motorista parar. E você deu o autógrafo ao rapaz. Então você vê as pessoas fazendo isso?



MJ: Oh Deus, Shmuley, centenas deles às vezes. É um trilhão de vezes pior do que você viu. Eles começam a quebrar as coisas e se transforma numa turba.



'Eu estava com Michael enquanto saíamos do Carnegie Hall depois da apresentação no Dia dos Namorados, 2001. E não posso responder pelo fato de que ele estava perto de ser rasgado de membro á membro.'



SB: Você gosta quando as pessoas te reconhecem contanto que sejam gentis?



MJ: Eu acho que nosso trabalho como celebridades, eu acho que qualquer um que tenha sido abençoado por Deus com algum tipo de talento - ser escultor, escritor, pintor, cantor, dançarino - é para trazer um algum senso de escapismo e alegria para massas de pessoas. Esse é o seu trabalho, trazer alegria,



SB: Mais alguma coisa que você odeie na celebridade? Obviamente, você odeia as estórias dos tablóides também?



MJ: Eu os odeio. Eu odeio os cretinos que fazem esse tipo de coisa. Eu acho que é racismo, inveja e ódio apenas - maldade - são parte disso. Eles dão vazão à frustração deles sobre as pessoas que estão tentando fazer alguma coisa boa e isso é triste. Se alguém acredita nisso, eles são meio loucos. Quero dizer, eu gostaria que houvesse um jeito de nos livrarmos disso completamente desse tipo de coisa.


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P 25 - MEDOS



SB: Você vive com medos? Daquele tipo; pessoas vão atirar em você, metaforicamente falando. Isso te dá medo?



MJ: Não como artista. Eu sou como um leão. Nada pode me ferir. Ninguém pode me machucar sem minha permissão. Não deixaria isso me incomodar, embora eu tenha sido ferido e tenha sentido dor no passado, claro, eu tenho me poupado de muito disso.



SB: Então não vive em medo agora?



MJ: Não.



SB: Você acha que as crianças nos ensinam a ter medo? Por um lado elas têm medo, elas têm medo de cães, têm medo do escuro e muitas outras coisas. Por outro lado elas não têm medo do amor e nem do que precisam.



MJ: Nós ouvimos, observamos, aprendemos. Abrimos nossos corações e mentes, abrimos nossas almas. Sim, podemos aprender, mas você tem que perceber que...



SB: Adultos vivem com mais medos do que as crianças.



MJ: Absolutamente... Recaídas nervosas. E criam suas próprias circunstâncias de muitas maneiras. Se preocupar com alguma coisa até o ponto de destruir sua saúde. Se há algo que elas querem muito as crianças ficam repetindo e repetindo até conseguirem por que não conhecem outro jeito de fazer isso. Até que você cede o que é muito doce e adorável. Eu sempre digo à eles, " Se essa é a coisa mais importante para você se preocupar na vida então você é uma pessoa de sorte. Se esse é o seu maior problema então você é sortudo." Você percebe no futuro... para eles isso é importante no momento, o que é adorável. Pode ser a coisa mais simples do mundo, também, Adorável.



SB: Então, o ponto era tentar fazer com que, por um lado, há coisas que te assustam [Michael me contou que tem medo de cachorros], e que são medos clássicos da infância. E à propósito seu amo pelo medo é muito similar ao de Adão e Eva. Eles adoram o perigo, sabe. Deus disse à eles "Há um fruto que é perigoso," e era esse que eles queriam comer. Por outro lado, você tem medo de cães perigosos.



MJ: É, eu não gosto desse tipo de coisa. Isso me assusta. Ou se eles encurralam um cougar entre os filhotes... Não sei se o nome é lobinho ou raposa... mas ela está encurralada e é muito territorial, você não se aproxima. Você não atravessa aquela linha. Eu não entendo quando pessoas pegam uma arma e atiram na mãe ( no animal)... E os bebês elefantes eles fazem a mesma dança toda hora. Eles dão aquele grito e então dão voltam confusas enquanto a mãe deles está deitada morta lá, eles ficam dando voltas como se fossem enlouquecer. E eu não entendo como o homem pode fazer isso. Isso me machuca muito. É muito mau.



SB: Você vai em safáris quando está na África?



MJ: Sim, sim.



SB: Você chega perto de alguns dos animais mais perigosos?



MJ: Sim.



SB: E não tem medo...?



MJ: Não. Não, eu amo safáris. Amo muito.



SB: Então você a contradição desse medo. Você tem medo de coisas como aranhas, coisas que crianças teriam medo, mas você não tem medo de um leão.



MJ: Não, não. Eu sou fascinado por isso.



SB: Quero dizer, em Neverland, eu vi você chegar com uma cobra. Se lembra disso?



MJ: Sim, sim. E com as cascavéis. Nós acariciamos as cascavéis são muito, muito... quero dizer, elas podem te matar.



SB: E você não tem medo de nada desse tipo?



MJ: Eu sou fascinado por coisas que são perigosas para os homens e só de olhar um tubarão... Por que somos tão fascinados por tubarões? Por que podem te matar. E você grita " Tubarão!" e todo mundo pergunta, "Onde? o quê? Quem?" Sabe, quando você diz 'barracuda' ninguém dá a mínima, você diz 'camarão' e nada. É o medo, a lenda e o folclore atrás disso. E adoro tudo isso... Eu acho que eu gosto do mesmo que PT Barnum gostava nisso. Sabe, coisas que despertam o interesse das pessoas, eu adoro esse tipo de... É isso que eu amo na mágica, e Howar Hughes. E amo tudo isso.



SB: Quais são os seus maiores medos então? Eu sei que tem medo de pessoas más. Você não gosta de gente má.



MJ: Eu não gosto caras grandes, altos e maus do tipo agressivo. E é isso que me deixa meio para baixo sobre, você sabe quem (o pai dele). Isso me machuca quando me pergunta, eu não gostei nada disso. Como pode um ser humano ter aquilo nele e ser tão ríspido? Se é assim que ele se sente, que guarde para ele, não diga.



SB: Você não gosta de caras altos e agressivos...?



MJ: Não. Em minha vida, eles foram muito maus. Embora tenha havido alguns gigantes gentis. Os grandões não foram legais.



SB: Mas seus guarda-costas são altos...



MJ: Eles são altos...



SB: Mas eles são tão legais...



MJ: Eu tenho que ter a certeza de que são legais. Eles têm que ser cavalheiros. E todos eles sabem, se uma criança se aproxima que não a afaste. Se uma criança se aproxima para pedir autógrafos, você estende o tapete vermelho em cortesia para ela. Todos eles sabem disso. É muito importante. Quero dizer, Brando não assina autógrafos para ninguém a menos que sejam crianças. A menos que sejam os pequeninos, ele não assina. Eu acho isso muito legal, sabe?



SB: Que outros medos você tem?



MJ: Que outros medos? um...



SB: Cães. Não entendo por que certas crianças têm certos medos. Outra noite eu pus um DVD para as crianças e havia um monstro, e Baba ( a mais novinha) começou a gritar e chorar, e correu para o quarto, e ela sempre atrasa sua hora de ir para a cama, mas nesse dia ela disse, "Eu quero ir para a cama." E foi dormir. Ela odiou.



MJ: Que filme era?



SB: Eu acho que era Men In Black ou algo assim.



MJ: Ohhh, em DVD? Mas as outras crianças gostaram? Elas sabiam que era coisa de filme, que não era real?



SB: Sim. Eu realmente não as deixo ver coisas assim, mas elas as conseguem e esse eu assisti com elas, então... Baba viu o primeiro cara e...



MJ: É, não é para Baba. Não era para ela. Prince e Paris adoram Jurassic Park, embora haja violência e armas. Mas eu quero que eles vejam bons filmes, se eles são bons mesmo. Não muitos, mas os bons. Boa arte.
 
Credito: http://michaelfasmj.blogspot.com/


 

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